As eleições já estavam se aproximando e ele ainda não se decidira: o velho partido que até então lhe garantira o lugar de vereador já estava ficando meio desgastado e o convite para o novo partido em ascenção era tentador. Será que não seria melhor ficar no que já estava, ou será que estava na hora de mudar e ir para o novo partido que crescia?
Por isso é que andava pelas ruas, meio cabisbaixo, a pensar:
“Não sei se vou ou se fico,
Não sei se fico ou se vou,
Se vou, eu sei que não fico.
Se fico, eu sei que não vou.”
Contada por Isolina Bresolina Vianna, com base em pesquisa do folclore português