Economia & Negócios

Após 3 meses em queda, emprego formal volta a subir

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Após acumular três meses de índices negativos, o emprego formal em Bauru voltou a subir. Em agosto, o saldo na balança “demissões/admissões”, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foi de 893 vagas ocupadas com carteira assinada entre todos os segmentos da atividade econômica. No total foram registradas 4.307 contratações e 3.414 desligamentos de trabalhadores. No mês de julho o saldo havia sido negativo em 158, ou seja, foram registradas mais demissões do que contratações.

O saldo acumulado do ano, ainda conforme os números do Caged, graças à retomada de fôlego na economia observada no mês passado mostrou um salto no índice de 131 em julho para 1.024 no mês passado. Os setores que mais se destacaram no saldo da geração de vagas em agosto foram o de serviços (resultado de 631 vagas preenchidas), comércio (saldo de 181 trabalhadores) e indústria (saldo de 172). O setor da construção civil teve mais demissões do que contratações, resultando no saldo negativo de 151 trabalhadores.

No setor de serviços, o campeão de agosto, foram registradas mais de 2.100 contratações no mês passado, contra 1.473 demissões. “A demanda tem sido grande nesse quesito, principalmente nas áreas alimentícia, de transporte e telecomunicações”, detalha Nico Mondelli, titular da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico.

“Grande parte do aumento de contratações é justificada pela terceirização de serviços”, ilustra o secretário, que atribui boa parte desse saldo positivo à abertura de novos postos nos ramos alimentício, logística e de telecomunicações.

De acordo com Mondelli, a tendência é de que o final de ano em Bauru seja de crescimento, já que a cidade, acentua, possui perfil econômico diversificado, fator chave para um efeito minimizado durante o ano de turbulência financeira mundial.

O secretário também destaca a retomada de crescimento no setor industrial (conforme matéria divulgada anteontem no JC) e acredita que o salto no emprego formal observado no mês passado poderá contribuir para o restabelecimento de outros setores mais afetados, principalmente o da construção civil, que apesar do novo fôlego, ainda fechou o balanço mensal com saldo negativo. “Já houve queda (nas demissões), mas ainda precisa melhorar. O crescimento em outros setores refletirá em novos aportes na cidade e, conseqüentemente, melhores índices”, confia o secretário.

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