Brasília - O Banco do Brasil deu ontem os dois primeiros passos para que seja feita uma nova capitalização do banco. O governo brasileiro aumentou o limite de participação de estrangeiros no capital da instituição de 12,5% para 20%. Além disso, a instituição poderá lançar recibos na Bolsa de Nova York - conhecidos como ADRs (American Depositary Receipts) -, lastreados em ações do banco.
Com essas duas medidas, o BB ampliou o leque de investidores que podem comprar suas ações, o que provocou uma imediata valorização dos papéis do banco que são negociados ontem na BM&FBovespa.
Até 2006, o limite aos estrangeiros era de cerca de 7%. A alta para 12,5%, na época, permitiu aos investidores participar de duas ofertas de ações do BB, feitas naquele ano e em 2007.
Hoje, os estrangeiros já possuem 11% das ações do BB. Sem a ampliação do limite, poderiam comprar pouco mais de R$ 1 bilhão em ações sem estourar a cota anterior. Com isso, haveria dificuldade por parte do banco em fazer uma oferta de novas ações para investidores de fora do País.
O BB esclareceu que a medida não altera o controle do banco. Hoje, apenas 21,7% das ações da instituição são negociadas no mercado. O restante pertence aos sócios controladores (Tesouro, BNDESPar e o fundo de pensão Previ).
Pelas regras do Novo Mercado da Bolsa paulista, do qual o BB faz parte, é preciso ampliar esse percentual para 25% até junho de 2011. Mesmo com esse aumento, a questão do controle está assegurada.
A outra medida anunciada ontem vai permitir que os investidores estrangeiros possam negociar ações do BB por meio de ADRs. Nessa operação, o investidor compra um papel no mercado americano que representa um determinado número de ações que estão no Brasil. De acordo com o BB, alguns fundos estrangeiros, por exemplo, só podem comprar papéis negociados em dólar, como ADRs.