“Cada povo com sua língua, todos com o esperanto”. É com esse lema que os adeptos bauruenses do idioma internacional sediam, entre os dias 10 e 12 de outubro, a quarta edição do Congresso Paulista de Esperanto. Além de incentivar o aprendizado e a prática do idioma, o evento também aborda a questão ambiental como tema paralelo.
Realizado pela Sociedade Bauruense de Esperanto (SBE), em parceria com a associação paulista do idioma e Centro Hermes de Educação Superior, o congresso visa tanto a confraternização e debate entre esperantistas “veteranos” quanto o incentivo a novos praticantes da língua, que, garantem, não foi criada para substituir os idiomas nativos dos países.
Os membros da SBE defendem a língua apátrida, criada em 1887 pelo médico polonês Lázaro Luiz Zamenhof e falada atualmente por milhões de adeptos de diferentes nações, como uma alternativa aos idiomas oficiais, uma ferramenta de interação entre pessoas de nacionalidades e línguas distintas.
Segundo eles, novos adeptos podem aprender a falar e a escrever em esperanto em cerca de quatro meses de estudo. “A facilidade no aprendizado é muito grande. No esperanto, cada letra corresponde apenas a um som”, exemplifica Luciano Martinez y Martinez, presidente do Conselho Superior da SBE e auxiliar da secretaria do congresso.
De gramática considerada simples, com poucas regras e emprego de prefixos, sufixos e desinências padronizados, o esperanto, explicam os adeptos, tem múltipla etimologia. O vocabulário do idioma, explicam, é composto por 60% de radicais de origem latina, 30% anglo-germânica e 10% de outras origens.
Essas facilidades, defendem os integrantes da SBE, aliadas às novas ferramentas tecnológicas, impulsionam, afirmam, o surgimento de mais adeptos. “Atualmente, o esperanto é a 24ª língua mais utilizada na Internet”, cita José dos Santos Simas, secretário do Conselho Superior da SBE e presidente da comissão local do congresso.
Fraternal
Chamada entre os esperantistas também de ‘Língua da Fraterninade”, por facilitar a troca de conhecimento e interação entre pessoas de diferentes nacionalidades e, conseqüentemente, idiomas pátrios, o esperanto foi concebido com o ideal de fraternidade.
Segundo os adeptos, o idioma é desprovido de ideologias nacionalistas – para qualquer que seja a nação - tampouco xenofobia. “O esperanto é um idioma que tem alma. Tem uma idéia interna, que atrai as pessoas que sentem, que sonham, que querem algo mais que a nua e crua luta pela sobrevivência”, conceitua José Mauro Progiante, professor voluntário de esperanto da SBE.
• Serviço
A quarta edição do Congresso Paulista de Esperanto ocorre entre os dias 10 e 12 de outubro. A abertura do evento, com palestras abertas à população, ocorre no auditório da OAB, no dia 10 às 20h. Inscrições para as atividades dos dias seguintes podem ser feitas na sede da Sociedade Bauruense de Esperanto, localizada na rua Batista de Carvalho, 4-33. Mais informações pelos sites www.esperantobau ru. com.br e http://kongreso. easp.org.br, ou através do telefone (14) 3011-2457.
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Em português
A abertura do congresso, marcada para o dia 10, às 20h, no auditório da subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – o restante do congresso, segundo os realizadores, transcorrerá no Centro Hermes de Educação Superior – será feita pelo prefeito e ambientalista Rodrigo Agostinho, que ministrará palestra sobre o tema paralelo do congresso.
A participação do chefe do Executivo bauruense será uma das duas palestras ministradas em português. A segunda atividade realizada no idioma oficial brasileiro será conduzida pelo esperantista Alexandre Prato Serafim, de Lorena (SP). Ele adotará o tema “O que é Esperanto”. A abertura do congresso, de acordo com os organizadores, será aberta a toda população.