Salvador - O governador de São Paulo, José Serra, um dos pré-candidatos à Presidência pelo PSDB e possível adversário de ao menos duas candidatas nas eleições do ano que vem, afirmou, em Salvador, que “as mulheres são melhores” porque “mulher é durona, quer cumprir a lei e proteger a comunidade”.
“Quando eu vou a formaturas da Polícia Militar, as mulheres quase sempre pegam os primeiros lugares. Mulher polícia, mulher juíza, mulher promotora, mulher delegada são fogo”, disse em entrevista à TV Itapoan, afiliada da Rede Record.
Nas eleições de 2010, Serra pode ter como principal adversária a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem o presidente Lula aponta como sua candidata pelo PT. Os elogios à “força das mulheres” são constantes em discursos da ministra em visitas ao Nordeste.
Além de Dilma, o governador pode enfrentar também a senadora Marina Silva (PV-AC). “Não fizemos nenhuma pesquisa específica (sobre ela). Ela tem o pleno direito de ser candidata, de mudar de partido. Não seria de bom tom da minha parte opinar sobre isso”, disse.
Apesar de ser a segunda visita de Serra a Bahia em menos de dois meses, o tucano negou que sua visita o caráter eleitoral.
Segundo ele, o partido ainda não definiu o candidato à Presidência e “não há problema fazer prévia ou não”. Ele aproveitou para elogiar o governador de Minas, Aécio Neves, um “excelente presidenciável”, mas criticou a política de marketing do PSDB.
Serra chegou à Bahia ontem pela manhã e partiu à noite. Almoçou com o presidente do PSDB baiano, Antonio Imbassahy e deu palestra na Associação Comercial da Bahia, para cerca de 50 empresários e mais lideranças políticas locais.
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Lula ‘lança’ Dilma e Tarso
Porto Alegre - O presidente Lula afirmou ontem, ao desembarcar na base aérea do Rio Grande do Sul, que o PT está preparado para lançar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, e a do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao governo gaúcho.
Para Lula, o PT gaúcho precisa aprender “com humildade” a construir uma aliança política para vencer as eleições. Segundo ele, o partido já descobriu que sozinho não chega a lugar nenhum e que a “Dilma tem uma extraordinária capacidade de ser vitoriosa”, mas ainda precisa construir o time que vai entrar em campo, referindo-se às alianças políticas.