Regional

Depósito de café vai virar teatro em Pederneiras

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A prefeitura de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) vai fazer uma verdadeira “plástica” no galpão que, durante muitos anos serviu de depósito de café, gado e açúcar, anexo à estação ferroviária da cidade. O local vai abrigar um teatro municipal que a tanto a população merece. Serão 400 poltronas, banheiros masculino e feminino, camarim e palco. A reforma do depósito faz parte da segunda fase da revitaliação da área onde está localizada a estação construída em 1913 e transformada em Centro Cultural em 2008.

A obra orçada em R$ 200 mil vai ter um custo de mais R$ 100 mil em equipamentos e deverá estar pronta em maio de 2010, aniversário da cidade. O diretor municipal de Cultura e Turismo, Jaime Oliveira Assencio, está otimista com a idéia. “Muitas peças que poderiam ser exibidas aqui deixam de vir porque não há um local adequado.”

O diretor explica que o piso do galpão será “afundado” para que o palco fique na altura adequada. “O projeto de transformação do espaço foi feito pela própria prefeitura e será bancado também por ela. A execução da obra começa esta semana.”

A estação ferroviária de Pederneiras, pós-privatização da ferrovia, passou por depredação. “Quando a prefeitura assumiu estava tudo destruído. Servia de morada para indigentes. A Companhia Paulista, em certa época, fez um forro de gesso, que os indigentes destruíram tudo.”

Além da destruição, os móveis e o relógio foram furtados, segundo Assencio. “A população reclamava muito. O departamento de Cultura era ligado à Educação, então a prefeita Ivana Camarinha (PV) resolveu transformar em Centro Cultural.”

A obra teve um custo aproximado de R$ 400 mil. “O Ministério da Cultura participou com uma verba de R$ 190 mil e o município com mais R$ 199 mil. Recuperar um patrimônio histórico é sinônimo de gasto. Para deixar o piso idêntico ao original foi feito piso hidráulico conservando o desenho. Em todas as salas foram colocados forro de gesso mantendo a arquitetura original. A parte elétrica e hidráulica foi toda reconstruída. Os azulejos da fachada interna e externa preservados.”

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Museu

Da antiga estação ferroviária, onde inúmeros passageiros desembarcaram e viveram momentos guardados na memória, sobrou a estrutura metálica, lamenta o diretor Jaime Assencio. “A estrutura metálica foi preservada e para montar o museu recebemos peças doadas por ferroviários, porque todo o patrimônio da estação foi furtado.”

Para adequar o local ao projeto Guri, o museu e o telecentro foi necessário a construção de banheiros. “Tinha um único e pequeno. Ele foi desativado e construímos anexo uma cozinha e banheiros, tudo com a arquitetura preservada.” No local há planos de música ao vivo para os freqüentadores.

Na terceira fase da reconstrução, sem data definida, a prefeitura pretende usar a casa do chefe de trem, atualmente na posse de terceiros, para transformá-la em um ponto de atendimento ao turista e venda de artesanato. “Assim que resolvermos esta questão, vamos colocar produtos como a nossa cachaça e produtos artesanais para serem comercializados.”

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