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Brasil sobe e ocupa o 10º lugar em ranking de investimentos estrangeiros


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São Paulo - O Brasil subiu quatro posições e ficou em 10º lugar entre os 20 principais destinos de investimentos estrangeiros em 2008, e até 2011 o país poderá ser o 4º colocado, segundo relatório elaborado pela Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica), divulgado nesta semana.

O relatório é baseado em dados da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento). Segundo a Sobeet, o fluxo de investimentos estrangeiros recebidos pelo Brasil no ano passado foi de US$ 45,1 bilhões, contra US$ 34,6 bilhões em 2007 -um aumento de 30,3%.

Entre os Brics, o país ainda está atrás da China (3.ª colocada no ranking), que recebeu US$ 108,3 bilhões em investimentos estrangeiros no ano passado -um aumento de 29,7% em relação a 2007-, e da Rússia (5ª colocada), que recebeu US$ 70,3 bilhões -aumento de 27,6%. A Índia é a 13ª da classificação, com US$ 41,6 bilhões -65,7% acima de 2007.

Mesmo assim, como porcentagem do PIB, os investimentos estrangeiros no Brasil superaram os da Rússia, que viu um declínio acentuado entre 2007 e o ano passado. No Brasil a proporção ficou em pouco mais de 18%, contra pouco mais de 13% na Rússia. Na China, a proporção é de menos de 10%, enquanto na Índia ficou perto dessa marca.

Segundo o relatório, os dados da Unctad mostram que o investimento direto para economias em desenvolvimento e em transição aumentou em 18,5%, para US$ 735 bi, correspondente a 43,3% do investimento direto mundial.

Já para as economias desenvolvidas, esses investimentos caíram 29,2%, para US$ 962,3 bi, correspondente a 56,7% do investimento direto mundial. Mantido esse ritmo, os países em desenvolvimento podem superar já neste ano os desenvolvidos, pela primeira vez, como destino de investimentos diretos estrangeiros.

No topo do ranking ficaram os Estados Unidos, com US$ 316,1 bilhões em investimentos estrangeiros -o país liderava a lista também em 2007. A França ganhou uma posição e ficou em segundo, com US$ 117,5 bilhões, mas o valor é 25,6% menor que em 2007. O Reino Unido vem em quarto lugar, com US$ 96,9 bilhões, um recuo acentuado em relação a 2007 (-47,2%).

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