Tribuna do Leitor

Eu tive sorte


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Impressionante o número de reclamações que eu vejo das pessoas da imprensa em relação ao atendimento do Pronto-Socorro Central de Bauru. Achava impressionante por que as autoridades não tomavam nenhuma providência. Até que na quarta-feira, dia 2/9/2009, precisei do serviço do Pronto-Socorro Central. Minha mãe idosa, acamada e com Alzheimer estava com febre. Fui até ao Pronto-Socorro Central e entrei pela emergência. Colocaram minha mãe em uma maca. Esperei em torno de 30 minutos e achei que foi pouco, pois aquilo tinha tanta gente que pra você se locomover tinha que pedir licença. Chegou o médico e perguntou por que estávamos lá e expliquei os problemas da minha mãe. Ele examinou a minha mãe e disse que ela tinha escara de decúbito na região do quadril, que é causada quando não mudamos minha mãe de posição de horas em horas e isso pode ir formando feridas. Ele medicou muito bem minha mãe com antibióticos e antitérmicos, fez curativos nos locais e me disse que, se não melhorasse, para retornar. Diante desse bom e digno atendimento que a minha mãe teve, fico indignada e revoltada com a reclamação de alguns vereadores sobre o atendimento do Pronto-Socorro Central. Fico mais indignada ainda quando lembro que eu morava na Vila Ipiranga em 1993 e o Pronto-Socorro de lá foi desocupado. Naquela época, tinha o Pronto-Socorro do Ipiranga, Mary Dota e Bela Vista, todos com clínicos gerais e pediatras, além do PAI. Hoje, contamos somente com o Pronto-Socorro Central e o PAI. Que retrocesso e que vergonha! Aí, eu pergunto: será que temos que fiscalizar os médicos do único Pronto-Socorro Central e que, além disso, cuida de uma região de mais de 600 mil habitantes ou fiscalizar estes vereadores que foram eleitos com o nosso voto?

Maria Elenice Adorne de Godoy

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