Berlim/Nova York - Militantes do grupo radical Al-Qaeda voltaram a ameaçar a Alemanha com ataques, em um vídeo que foi transmitido pela Internet, no qual criticavam a presença militar do país no Afeganistão, informaram autoridades alemãs ontem.
Foi a segunda vez nesta semana que o país europeu foi ameaçado pelo grupo islâmico. Na sexta-feira, autoridades alemãs anunciaram que a segurança em estações de trem seria reforçada por causa de ameaças semelhantes. A Alemanha tem no momento 4.200 soldados no Afeganistão.
Assim como na Alemanha, o terrorismo se mantém um fantasma entre os norte-americanos, que ontem anunciaram a prisão de três supostos terroristas, acusados de mentir a agentes federais sobre um plano terrorista para explodir alvos nos EUA, informou ontem o Departamento de Justiça
A prisão foi resultado de uma semana de investigações realizadas em dois Estados. No fim de semana, o FBI (polícia federal americana) prendeu o afegão Najibullah Zazi, 24 anos, que foi interrogado pelo FBI por três dias, e seu pai, Mohammed Wali Zazi, 53 anos, ambos foram detidos em Denver, no Colorado. Já o também afegão Ahmad Wais Afzali, 37 anos, foi preso no Queens, Nova York.
Os agentes federais disseram que, em 11 de setembro último, inspecionaram um veículo que havia sido alugado por Zazi. Nele foram encontrados um laptop com imagens de anotações de fórmulas e instruções para a fabricação de explosivos e detonadores. Ao ser interrogado, ele negou ter conhecimento das anotações.
Zazi admitiu ter recebido treinamento da Al-Qaeda no Paquistão, mas negou ter vínculos com a rede terrorista ou com a elaboração de um ataque. Afzali foi acusado de mentir ao dizer que não alertou Zazi de que as autoridades buscavam informações sobre ele. Já o pai de Zazi foi preso por negar que havia tido contato com Afzali.
“As prisões são parte de uma investigação em andamento e de ritmo acelerado’’, disse David Kris, procurador-geral adjunto para a segurança nacional. No entanto, ele afirmou que não existem informações sobre quando e onde o atentado seria realizado.
Na segunda-feira passada, uma força-tarefa fez uma série de operações no Queens, em Nova York, onde Zazi estivera dias antes. As ações ocorreram dias após o aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001.