Regional

Morador de Cabrália registra BO contra vereador por causa de ameaças

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Cabrália Paulista - O morador de Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) Daniel Laiser registrou ontem Boletim de Ocorrência (BO) de preservação de direitos contra um vereador do município. Segundo ele, o parlamentar o teria ameaçado por três vezes em razão de cartas enviadas ao Jornal da Cidade, na coluna Tribuna do Leitor, onde denuncia problemas envolvendo a política local. O vereador se defende alegando que também foi ameaçado.

As cartas escritas pelo morador incentivam os jovens do município a renovação das cadeiras da Câmara, criticam a não devolução de valores recebidos indevidamente pelos vereadores por sessões extraordinárias na legislatura 2005/2008, a falta de fiscalização do Legislativo em relação ao Executivo, que teria entregue um conjunto habitacional sem asfalto, denunciam problemas relativos ao inchaço da máquina pública e à falta de infra-estrutura no Distrito Industrial da cidade.

O denunciante diz que o vereador Walter Hilário (PSB) teria, inclusive, o ofendido durante sessão da Câmara no dia 15. “No mesmo dia em que saiu o último texto, dia 15, um vereador da cidade, usando a palavra na sessão ordinária, se referiu a mim com palavras de baixo calão, dentre elas débil mental e vagabundo, e me acusou de espancar minha esposa”, revela.

Além disso, segundo ele, Hilário teria feito nova ameaça ontem, na porta da sua casa. “Ele desceu até minha casa e, conversando com minha esposa, me ameaçou falando que ia me agredir”, afirma.

O vereador Walter Hilário não nega as acusações feitas, mas alega também ter sido ameaçado pelo morador. “A ameaça houve de ambos os lados”, relata. “Eu falei que homem que bate em mulher, para mim, não é homem e não merece nenhum respeito. Só que eu errei de falar isso. O que eu falei para ele é que se, citar meu nome, eu vou meter a mão na cara dele”. Ainda segundo o vereador, o morador disse que não tinha medo de ameaças porque sabia atirar.

Hilário afirma que, em nenhum momento, questionou a liberdade do morador de expressar sua opinião diante do que considera irregular no município. “Ele tem que falar, mas tem que falar coisas que tenham base”, diz. “Ele acha que vereador faz tudo, mas o vereador só indica e fiscaliza”. Em relação às sessões extraordinárias pagas irregularmente, ele justifica que os valores foram parcelados e estão sendo devolvidos aos cofres públicos.

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