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Esquema ilegal movimentou R$ 60 mi; polícia invade cinco sites

Folhapress
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São Paulo - A Polícia Civil de São Paulo realiza desde o início da manhã de ontem uma operação para prender 39 suspeitos de envolvimento com um esquema de jogos ilegais pela Internet. Segundo o delegado Weldon Carlos da Costa, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-7), de Sorocaba (249 quilômetros de Bauru), a quadrilha atuava há pelo menos um ano, período em que o esquema movimentou R$ 60 milhões.

Os mais de 300 mandados de busca e apreensão - e os 39 mandados de prisão - deverão ser cumpridos pela polícia em São Paulo e outros 11 Estados. Para identificar os criminosos, o setor de inteligência da Polícia Civil invadiu os cinco sites criados pela quadrilha para a exploração de jogos ilegais pela Internet.

“Nós entramos no sistema criado por eles (na Internet) e observamos como a pessoa jogava e, principalmente, como eles agiam para fazer com que ela perdesse o jogo”, disse o delegado.

Para jogar, os usuários eram obrigados a pagar antecipadamente por meio de boleto bancário ou via Internet. “Qualquer pessoa pode jogar. Você acha que está ganhando, quando na realidade está perdendo. Quando a pessoa achava que ia ganhar, eles davam um jeito de fazer com que ela perdesse todo o dinheiro depositado”, afirmou.

De acordo com Costa, milhares de pessoas foram vítimas do esquema no último ano, porém, a polícia ainda não divulgou o total de acessos que os cinco sites obtiveram desde o início das investigações.

Lan houses

Além da possibilidade de jogar a partir de casa, o esquema também ocorria em Lan houses e cyber cafés, que eram cadastrados pela quadrilha e autorizados a utilizar o esquema.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), além da manipulação dos resultados dos jogos ilegais na Internet, o esquema envolvia a corrupção de agentes públicos. Há indícios também de que a quadrilha esteja envolvida em homicídios ligados à cobrança dívidas.

O grupo atuava em São Paulo, mas havia ramificações da quadrilha nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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