São Paulo - O dólar comercial foi vendido por R$ 1,787, em um decréscimo de 0,61% sobre a cotação final de anteontem. Trata-se da menor taxa de fechamento desde 12 de setembro de 2008. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,801 e R$ 1,782. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,867, em baixa de 1,58%.
O Banco Central entrou mais cedo ontem no mercado de câmbio, entre 12h42 (hora de Brasília) e 12h52, aceitando ofertas por R$ 1,7917 (taxa de corte).
“O fluxo de entrada continua muito forte. Nós tivemos algumas grandes operações pontuais, que coincidentemente te caíram no mesmo dia. E algumas empresas que ainda contavam fechar câmbio a R$ 1,80, tiveram que se apressar com esse dólar indo para R$ 1,78”, comenta Johny Kneese, diretor da corretora Levycam.
O profissional da Levycam avalia que a tendência de baixa da moeda americana principalmente a expectativa de um ingresso “consistente” de divisas para o País. “A situação dos EUA já começou a se tranqüilizar e por aqui, nós já estamos ‘subindo’, a economia voltou a aquecer. Eu não consigo ver outro cenário que não um fluxo consistente para o país nos próximos meses. Esse ‘rating’ era somente o que faltava”, avalia.
Anteontem, a agência Moody’s avisou que já considera o Brasil como um país grau de investimento, classificação reservada para emissores com menor risco de calote. A notícia já era esperada por uma boa parcela do mercado e, para analistas, teve efeitos limitados nos negócios de ontem.
Entre as principais notícias do dia, o Federal Reserve (banco central dos EUA) decidiu por manter a taxa básica de juros desse país entre zero e 0,25% ao ano. Em seu comunicado pós-reunião, a autoridade monetária mostrou uma visão mais otimista sobre a economia americana, sem apontar para sinais preocupantes da inflação.
No front doméstico, o BC informou ontem que o fluxo cambial do País (saídas de dólares menos entradas) ficou negativo em US$ 978 milhões neste mês (até o dia 18). No acumulado do ano, o saldo ainda está positivo US$ 5,91 bilhões.