Pittsburgh - A China manifestou algum apoio ontem aos planos dos Estados Unidos de construir uma economia global mais equilibrada, enquanto líderes mundiais buscam chegar a um consenso sobre como estimular a recuperação e impedir futuras crises.
A União Européia revelou seu projeto de revisão do modo como bancos e mercados financeiros são policiados, com planos de criar um órgão de supervisão do sistema banário europeu que possa ser copiado no cenário global.
Líderes dos países que compõem o G20 se reunirão nos Estados Unidos a partir de hoje, no terceiro encontro desde o colapso do banco de investimentos Lehman Brothers, há um ano. O foco agora muda do combate à pior recessão desde a década de 1930 para a discussão de como impedir que aconteça novamente.
No centro das conversações estará o plano norte-americano para corrigir desequilíbrios econômicos mundiais, diminuindo o superávit de grandes países exportadores, como a China, e aumentando a poupança em nações muito endividadas, como os Estados Unidos.
Países em desenvolvimento
Também na pauta de Pittsburgh estarão as reformas do FMI, políticas de comércio e o aquecimento global.
O primeiro-ministro da Índia pediu um alerta contra o protecionismo. “Nós também gostaríamos de ver uma forte mensagem surgir em Pittsburgh contra o protecionismo em todas as suas formas, seja no comércio de bens, serviços, investimento ou fluxos financeiros”, disse Manmohan Singh, acrescentando que a economia global “não está livre da fase crítica”.
O G20 também discutirá mudanças climáticas, enquanto os atritos permanecem entre países ricos e em desenvolvimento sobre quão rapidamente cortar as emissões de dióxido de carbono e quem deve pagar.