A noite de Búzios oferece inúmeras opções para quem está a fim de abrir a carteira. Restaurantes sofisticados e variados são atração em Búzios. Há cozinha asiática, italiana, portuguesa e francesa.
Uma das baladas mais finas da cidade tem endereço certo: o Pátio Havana, na rua das Pedras, 101 (22-2623-2169). Em cinco ambientes – que incluem tabacaria, sinuca e bistrô -, a casa foi decorada e desenhada pelos arquitetos Sig Bergamin e Hélio Peregrino, um dos queridinhos de Búzios.
Há pratos requintados, como cherne defumado com camarões secos ao molho de gengibre, acompanhado de ragu de abóbora e sanduíches – o limousin com queijo brie, presunto cru, alface, tomates e sal de gergelim.
Para quem curte mistura de sabores e culinária exótica, a melhor opção é o Sawasdee (Orla Bardot, 422, (telefone 22-2623-4644) com sotaque tailandês. Pratos leves e requintados são elaborados pelo chef Marcos Sodré, que abriu o restaurante há quase uma década e decidiu apostar na cozinha oriental.
“Foi amor à primeira garfada”, diz Sodré. O medalhão de salmão com manga e molho agridoce com hortelã é imperdível. As vedetes do menu são o risoto de frutos do mar preparado com arroz de jasmim, camarão, lula e mexilhão e o Ahan Talai, uma caldeirada de frutos do mar com peixe, lula, camarão, mexilhão ao molho de coco e curry verde.
Quem prefere algo mais tradicional, a dica é o Bar do Zé, na Orla Bardot, 382 (telefone 22-2623-4986). Apesar do nome, o tal bar é um restaurante charmoso à luz de velas. Na verdade, começou como bar, sob o comando de Estevão Mello – mais conhecido como Zé – e foi crescendo. No cardápio, os pratos mais pedidos são o risoto de lagosta com queijo brie e aspargos e o filé mignon ao molho funghi e acompanhamentos diversos.
Um dos restaurantes mais famosos da península é o francês Cigalon (rua das Pedras, 199, telefone 22-2623-6284), que tem uma bela vista para o mar em qualquer mesa que você se sente. Dá para curtir o pôr-do-sol degustando alguns petiscos e tomando um drinque ou uma bela taça de vinho. Há um espaço externo e descoberto para um romântico “jantar à luz das estrelas”, como diz a proprietária e cozinheira do Cigalon, Sônia Persiani.
Entre as atrações do menu está o filé de badejo cozido em baixa temperatura e acompanhado de espinafre e cogumelos – shitake, shimeji e champignon de Paris.
Sônia trabalha com ingredientes locais e com a técnica da cozinha francesa, por isso tem no cardápio muitos pratos à base de frutos do mar. Mas há as tradicionais carnes de cordeiro, coelho, pato e vitela. As sobremesas, todas francesas.
Crepe e música eletrônica
Depois da praia, que tal comer um crepe na rua das Pedras? No Chez Michou (telefone 22-2623-2169) há crepes doces e salgados de diferentes sabores, além de sorvetes. Até o fim da tarde, muitas famílias com crianças passam por lá. O agito começa quando o sol se põe e a música rola solta. Rock e MPB embalam o público de 20 e poucos anos que se amontoa nas mesas, no balcão e até na calçada para tomar um drinque.
Outro passeio para quem está atrás de agito é a Orla Bardot. Durante a passagem dos grandes navios de cruzeiro que aportam no píer. Além de despejar uma quantidade imensa de turistas, os gigantes ainda voltam suas caixas de som para o continente.
Música lounge e eletrônica invadem o calçadão. Se você quer paz, escolha uma pousada longe da Orla Bardot e da rua das Pedras. Quem procura uma balada noite adentro, a dica é a casa noturna Privilège, na Orla Bardot, 550 (telefone 22-2623-0288).
Jovens bem-nascidos, modelos e colunáveis dançam até o amanhecer ao som da batida eletrônica, principalmente house.
Estrangeiros estão por toda parte
Parece que a atriz francesa Brigitte Bardot marcou mesmo a vida de Búzios, a famosa cidade litorânea do Estado do Rio, com suas visitas nos anos 1960. Sua estátua –alvo constante de vandalismo – é cenário disputadíssimo para fotos no agitado calçadão da Orla Bardot, no coração do balneário. O mais curioso é que muitos dos turistas que querem ser clicados com a imagem da musa falam a mesma língua de Bardot.
Aliás, Búzios pode ser considerada uma Torre de Babel. Há franceses, espanhóis, portugueses e alemães, além de uma verdadeira legião de argentinos, por toda parte. Brasileiros? Bem, eles estão presentes, mas é raro ouvir português nos pontos mais turísticos – e caros – da cidade.
Tal mistura de idiomas confunde alguns comerciantes, que precisam usar a criatividade para se comunicar. Mímicas e a velha caneta são as técnicas mais eficazes – mas tem até vendedor que escreve o preço dos pratos na areia...
Outra peculiaridade do comércio de praia em Búzios é a diversidade de preços para um mesmo produto. Há tarifa para estrangeiro, para brasileiro e até para “brasileiro simpático”. Por isso, treine o sorriso e a lábia para não cair na conversa dos espertos comerciantes de areia. Pelo menos há uma vantagem nesse código de praia: você, brasileiro comum, até se sente especial com tamanha consideração!
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As baladas noturnas
A noite de Búzios tem tudo para agradar a todos os estilos de visitante. É animada, com bares, restaurantes e casas noturnas – principalmente na Orla Bardot e na famosa Rua das Pedras. Mas cuidado para não torrar seu cartão de crédito.
As baladas saem caras e, sem aviso prévio, você pode pagar R$ 9,50 por um sanduíche com uma fatia de queijo, uma de peito de peru, uma folha de alface e uma rodelinha de tomate em meio pão sírio. Há, porém, restaurantes requintados em que vale a pena gastar dinheiro em pratos elaborados e saborosos.
Um aviso às mulheres: deixem de lado os saltos finos, pois a Rua das Pedras não tem esse nome à toa. O problema é que as mais baixinhas vão se sentir deslocadas, pois provavelmente Búzios é a cidade que concentra mais mulheres altas por quilômetro quadrado do litoral brasileiro – e isso não é exagero.