Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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PALMEIRAS QUER FAZER GORDURA

Palmeiras e Cruzeiro, que se enfrentaram quarta-feira, voltam a jogar hoje à noite. A equipe paulista recebe o Atlético Paranaense, enquanto o time mineiro viaja para encarar o Barueri. Esses dois jogos abrem a vigésima-sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras pode disparar na liderança, abrindo seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Para isso, precisa ganhar do Furacão, o décimo-quarto, e contar amanhã com derrotas do São Paulo e Inter, para Corinthians e Flamengo, respectivamente. Recuperado de contusão, Edmílson reaparece. De outro lado, o time terá vários desfalques. Armero e Cleiton Xavier cumprem suspensão; Wendell se contundiu na vitória de 2 a 1 sobre o Cruzeiro, enquanto Danilo não poderá atuar por força de cláusula contratual. Acho que o Palmeiras vence, porque além da melhor qualidade técnica, joga no Palestra Itália, onde se dá muito bem. Mas a torcida não deve esperar grande exibição, e talvez, vitória no sufoco. Muricy Ramalho prioriza a obediência tática, o futebol de resultados, tanto é que, desde que assumiu o cargo, em junho, suas cinco vitórias conquistadas foram por um gol de diferença. Muricy pode não ser um exorcista, mas parece.

O DÉRBI

O dérbi desta tarde, pelo Brasileiro da Série B, está na ordem do dia, em Campinas e grande região, devendo o Brinco de Ouro ficar lotado. Guarani é o vice-líder. A Ponte Preta está em nono, com dez pontos a menos. Os dois defendem tabus. O Bugre não perde para a arquiinimiga há um ano e meio. A Macaca não é batida na casa do adversário desde o início de 2001. A Ponte não perde no Brinco há seis jogos. São duas vitórias e quatro empates. Esse ano, Guarani e Ponte empataram por 2 a 2, no Paulistão. No primeiro turno da Série B, Guarani venceu por 1 a 0, no Moisés Lucarelli.

FAVORITO

Líder disparado do Brasileiro da Série B, o Vasco é favorito contra o Duque Caxias, no Maracanã. O time da Baixada Fluminense luta contra o rebaixamento, e nunca venceu o seu adversário de hoje à tarde. As duas equipes disputaram apenas três jogos oficiais. O Vasco venceu dois pelo Campeonato Carioca, e deu empate no primeiro turno da Série B.

DÚVIDAS

O Brasil ainda não sabe se lança ou não a equipe B contra a Bolívia, dia 11 próximo, pelas Eliminatórias. Mas é bem provável que alguns reservas, entre eles o zagueiro Naldo (Werder Bremen) e o meia Alex (Spartak Moscou), surpresas da lista de Dunga, joguem em La Paz. A Seleção Brasileira terá a força máxima dia 14 de outubro, contra a Venezuela, em Campo Grande, porque quer uma grande exibição na despedida. De outro lado, os bolivianos ainda não sabem se vão entrar em campo. Os jogadores exigem da Federação de Futebol do país e do presidente Evo Moralez mais apoio aos clubes, e prometem greve se não forem atendidos.

LEVE

Um mês de suspensão foi castigo até brando para Evandro Roman. O árbitro paranaense não marcou dois ou três pênaltis a favor do Cruzeiro. Pelo menos um, foi vergonhoso. Na observação feita ontem, sobre o jogo no Mineirão, eu não quis defender o Palmeiras, e sim, explicar que a arbitragem é e nunca deixará de ser um problema sério no futebol mundial. Time que hoje é favorecido, amanhã é prejudicado e vice versa. Alguns palmeirenses disseram que não houve nenhum pênalti a favor do Cruzeiro. Futebol é pura paixão, e entendo o drama do torcedor. Só que não sou torcedor, sou jornalista.

PESADO

O pessoal que elaborou o Código Brasileiro de Justiça Desportiva deve estar de brincadeira. Alfinete não matou ninguém para correr o risco de sofrer um castigo tão pesado assim. Mesmo que tenha ofendido o árbitro, ou mesmo acusado de querer agredí-lo, não dá para a gente acreditar em uma suspensão de mais de cinco anos. No futebol, olhou feio para o juiz já é tentativa. Se tocar levemente no braço dele, é caracterizada a agressão. Deveriam pegar pesado é com certos apitadores.

LIÇÃO DE CASA

Antes de pensar no tapetão, o Noroeste precisa se focar mais do que nunca no jogo contra o Catanduvense. O time de Alfinete está pronto para o tudo ou nada de amanhã cedo. Creio que o treinador tenha optado por um esquema superofensivo, porque só a vitória interessa. Além de vencer, o Norusca fica na dependência de uma derrota da Ferroviária para o Mirassol.

DEVAGAR

No plano esportivo, Bauru anda mais devagar do que tartaruga. O Palmeiras deve pagar o Centro de Treinamento com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte, aquela por meio da qual o São Paulo conseguiu R$ 18 milhões para reformar o CT de Cotia. São Caetano, Rio Claro e Barueri comemoram a lei, que nem existe em Bauru.

MEMÓRIA

Campeonato Brasileiro de 1978: Noroeste 1 x 0 Flamengo, em Bauru, gol de João Carlos Faccioly. Árbitro: José Carlos Bezerra. Público pagante: 3.791. Noroeste: João Marcos; Borges, Douglas, Jorge Fernandes e Mauricinho; Tobias, Carlos Roberto (Tuche) e Amadeo; Jorge Maravilha, João Carlos Faccioly e Baroninho. Técnico: José Calazans. Flamengo: Nielsen; Ramires, Rondinelli, Nélson e Júnior; Andrade (Vítor), Adílio e Tita (Valdo); Brasília, Evilázio e Luiz Paulo (Santos). Técnico: Joubert.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Davi, Daniel Soares, João da Luz e Rinaldo da Silva, o glorioso Alemão, do Posto Jardim América, na avenida Nossa Senhora de Fátima. Todos são noroestinos e corintianos.

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