Política

Para o ex-ministro, tamanho do partido não influencia na eleição

Monise Centurion
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A hipótese do PSB lançar o nome de Ciro Gomes para a presidência da República sem compor aliança com nenhuma outra legenda, minimizando assim o tempo de exposição na TV com propaganda eleitoral, não preocupa o socialista. Segundo ele, se fosse adotado este raciocínio, Lula (PT) e Fernando Henrique (PSDB) jamais teriam sido presidente da República.

“Estes dois partidos eram, na data em que fizeram seus respectivos protagonistas presidentes, menores do que nós somos hoje. O Fernando Henrique foi eleito em 1994 e nós só tínhamos apenas um governador, que era eu. A idéia era tão forte que rapidamente fomos à presidência. O PT em 89, 94, 98 e 2002 era também menor do que o PSB é hoje. Atualmente, temos três governadores, a Prefeitura de Belo Horizonte, temos organização no País inteiro, e debilidade também, mas isso não quer dizer que a gente vai aceitar passivamente as indicações”, afirma.

Para Ciro, o momento é de mostrar o próprio rosto, percepção do PSB da realidade. “Essa eleição não é só para presidente da República, são eleições gerais. Quem sabe o povo brasileiro não nos ajude a produzir um milagre com relação ao Congresso e ao Senado. E o povo brasileiro pode dizer que está aborrecido com isso. Daí, acreditar que a única saída para o Brasil é energizar a política e mudar isso.”

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