A primavera é a estação das flores, mas também dos parasitas. É que com ela vem o aumento do calor e da umidade, pratos cheios para que pulgas, carrapatos e mosquitos transmissores das mais diversas doenças aproveitem o clima propício para se reproduzir de forma mais rápida, trazendo incômodo ao animal de estimação e ao seu dono.
Quem tem cachorro e gato em casa com certeza já percebeu que esses parasitas se multiplicam rapidamente e em milhares nesta estação. A mudança no clima também favorece o aparecimento de baratas, ratos, aranhas, escorpiões, cobras e toda uma cadeia alimentar.
Para José Rodrigues Gonçalves Neto, médico veterinário e chefe do Centro de Controle de Zoonoses em Bauru, o problema está no depósito incorreto do lixo feita pela população. “Muitas pessoas armazenam madeira, pilhas de tijolos e diversos outros materiais sem utilidade e que oferecem para esses animais o que todos procuram: abrigo e alimento”, explica.
Outro problema, segundo Gonçalves Neto, está nos materiais orgânicos em decomposição. O período favorece este processo, seja do lixo doméstico, folhas, frutos e flores. O cheiro atrai os mosquitos que, em geral, são os principais responsáveis pela disseminação de diversas doenças perigosas, como a dengue e leishmaniose.
Para se evitar a proliferação desses animais e parasitas, o chefe do CCZ defende ações coletivas entre população e poder público. “De nada vai adiantar se apenas uma fizer a sua parte, os dois precisam unir forças para se alcançar um resultado satisfatório”, pontua.
Mas mesmo cuidando de gatos e cachorros, a veterinária Ana Tarcila Fernandes Fassoni afirma que não é fácil se livrar do incômodo de pulgas e carrapatos, por exemplo. “Para cada cinco desses parasitas encontrados no animal de estimação, outros 95 estão no ambiente, pelo chão, paredes e teto das casas, se multiplicando rapidamente e em milhares”, relata.
O clima úmido e quente da primavera, além de ser favorável para a disseminação de doenças trazidas por pulgas, carrapatos e mosquitos, também é propício para o aparecimento de parasitas que vivem dentro do corpo do animal hospedeiro. Neste caso, verminoses e feridas pelo corpo são as complicações mais comuns.