Não se pode discutir que o governo estadual tem sido a grande fonte de recursos para a cidade, quanto a obras necessárias e para as quais o município não tem recurso. Desde Quércia e a Unesp, Alckmin e o Hospital Estadual e tantas outras e, mais recentemente, a Fatec. E a Nações Norte em obras.
Já do governo federal, desde Franciscato não temos visto mais nada, nem em Fernando Henrique, nem em Lula. Até agora só promessas, que esperamos se tornem realidade.
Agora no governo Serra se iniciaram os presentes de grego, a começar pelo regime semi-aberto dos presos, que hoje sabemos que resultam em mais de 500 fugas por ano, causando até mesmo vítimas fatais entre os moradores da cidade, ou seja, além dos bandidos da cidade a polícia local é sobrecarregada com a exportação de marginais de grandes centros via semi-aberto.
O mais recentes dos presentes de grego são os novos pedágios da Rondon, ou seja para irmos de Bauru a Botucatu ao invés de apenas um pedágio (Areiópolis) de hoje, pagaremos 3 na ida e na volta (Agudos, Areiópolis e São Manoel), que resultará em aproximadamente R$ 33,00 ida e volta contra os R$ 7,80 de hoje ou mais de 400 % de aumento.
A agravante é que os pedágios chegam antes das obras de contrapartida como a duplicação da Bauru - Marília e Jaú -Ipauçu e a Bauru – Iacanga que tantas vidas ceifaram nestes últimos anos. Só vão ser iniciadas depois de vários meses que os pedágios estiverem funcionando e também receberão pedágios, ou seja, este é mais um caso onde pagamos antes para receber o beneficio depois, isto se os planos não mudarem e sequer recebamos os benefícios.
A licitação destas concessões de pedágio tem a nítida intenção de fazer caixa, e o serviço e direitos dos usuários são deixados de lado, como pude comprovar devido a um acidente em uma praça de pedágio, onde meu carro praticamente destruído por culpa do desleixo da concessionária e mesmo tendo toda jurisprudência favorável, a concessionária não indenizou os prejuízos, a agência reguladora Artesp, mesmo tendo a obrigação legal de fiscalizar a concessionária, nada fez, quanto ao fato das concessionárias não darem solução e levarem aos tribunais o assunto, deixando arrastar por dezenas de anos as indenizações devidas, em desacordo inclusive as normas de concessão.
Outra coisa grave é que, ao contrário das autoridades de São Manoel e Botucatu, que foram a São Paulo e tentaram reverter a situação do excesso de pedágio, os nossos vereadores e prefeito pouco fizeram a respeito, se contentando com a Nações Norte e não considerando que além das viagens das cidades vizinhas que movimentam nosso comércio e serviços que serão prejudicadas o movimento de mercadorias com caminhões será afetado em seus custos.
Márcio M. Carvalho