Santo André - Em depoimento à Polícia Civil ontem, o comerciante Sandro Luiz Castellani, 40 anos, - proprietário da loja de fogos de artifício que explodiu em Santo André (SP) na semana passada - negou que fabricasse artefatos explosivos no local. Ele disse ainda que o acidente ocorreu enquanto manuseava uma antena sobre a loja. Para a polícia, o comerciante foi “convincente”. Até a tarde de ontem, 18 testemunhas já haviam sido ouvidas pela polícia.
A explosão ocorreu na última quinta-feira, provocando duas mortes e deixando 12 feridos. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros informou que havia indícios de que o acidente teria sido provocado pela pólvora armazenada, o que indicaria a existência de uma fábrica no local.
O empresário e a mulher se apresentaram ontem pela manhã à polícia. Eles estavam desaparecidos desde o dia do acidente. Ao deixar a delegacia, Castellani afirmou que estava traumatizado com a explosão, razão pela qual aguardou para se apresentar. Ainda segundo Castellani, ele e um vizinho manuseavam uma antena de TV em cima da loja quando a explosão ocorreu. Ele disse ter ficado desacordado por cerca de um minuto e, quando acordou, viu sua mãe sendo agredida por vizinhos que os culpavam pela explosão.
O empresário afirmou ainda que tem o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros autorizando o comércio de fogos no local, e que a loja passava por inspeções freqüentes. Porém, a Prefeitura de Santo André informou que o estabelecimento estava sem alvará desde o dia 14 deste mês.
Castellani deve ser indiciado por explosão na modalidade culposa (sem intenção). Entretanto, o delegado informou que ainda aguarda o laudo do Instituto de Criminalística (IC) para indiciá-lo - o laudo deve ficar pronto em até 30 dias.