Regional

Gás boliviano deve chegar a Barra Bonita no final do ano

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

A concessionária Gás Brasiliano GBD deverá contar até o final do ano com a conclusão da Estação de Descompressão (city gate) de Iacanga que será o “portão” de entrada para a distribuição de gás natural da Bolívia para a região de Bauru. A obra está sendo finalizada pela Transportadora Gasoduto Bolívia Brasil (TBG). Se a obra atrasar, a previsão é da extensão entrar em funcionamento em janeiro do ano que vem.

A informação foi confirmada pela Diretoria Geral da Gás Brasiliano por meio do assessor Ronaldo Kohlmann. Segundo ele, a tubulação que vai trazer o gás do City gate de Iacanga para a região de Bauru já está praticamente pronta. A rede urbana, por sua vez, já foi construída há dois anos.

“A previsão inicial de entrega (do city gate) era há ano e meio, mas acabou atrasando. Na época, nós já tínhamos construído a rede urbana na cidade e estávamos aguardando a construção desse city gate para fazer a outra rede que interliga Iacanga até Bauru”, explica o assessor.

Além de Bauru e Pederneiras, a nova rede de gasoduto da Gás Brasiliano também deve chegar aos municípios de Agudos, Lençóis Paulista e Barra Bonita. Mas no caso dessas três cidades o fornecimento só deve ocorrer em uma segunda etapa, prevista para o ano que vem.

A função do city gate é reduzir a pressão do gás que vem do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) estimado entre 70 a 100 bar (unidade de medida de pressão). A válvula reguladora existente no city gate reduz a pressão para 35 bar e a partir daí o combustível é liberado e distribuído, através da tubulação de aço, para as indústrias e empresas consumidoras das cidades abrangidas pelo ramal.

“Nós chamamos de transferência de custódia onde recebemos o volume (de gás) e, a partir daí, ele é de propriedade da Gás Brasilianno que o leva até os centros de consumos”, explica Kohlmann. “Quando chega à cidade, o gás é distribuído por uma rede urbana. Essa rede secundária que abastece as indústrias, as residências, os hotéis, tudo por tubulação”, completa.

Segundo ele, a distribuição por tubulação facilita e pode diminuir os custos, por exemplo, de indústrias que dependem do gás e atualmente são abastecidas por Gás Natural Comprimido (GNC) em cilindros. Como é o caso da Adams em Bauru, cujo combustível é transportado por carretas da cidade de Araraquara até Bauru.

Com o início do funcionamento da rede de gasodutos na região de Bauru, o gás natural chegará diretamente às indústrias por meio de tubulação ao invés de carretas. De acordo com Kohlmann, a capacidade de distribuição da Gás Brasiliano vai atender a demanda dos municípios.

A região noroeste do Estado de São Paulo é a área de concessão da distribuidora conforme contrato firmado em dezembro de 1.999 com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). As regiões administrativas são Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Presidente Prudente, Barretos e Franca.

Atualmente a área de concessão da Gás Brasiliano possui três city gates já construídos nas cidades de Bilac, Boa Esperança e São Carlos. Além da unidade em Iacanga, também está prevista a construção de outros três city gates nas cidades de Ibitinga, Lins e Valparaíso.

O gás natural pode ser usado em vários segmentos de mercado: residencial em substituição ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), comercial e industrial - no lugar do óleo combustível - e nos postos de gás natural veicular.

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