Esportes

Jogos 2016: Esportistas vibram mas fazem alerta

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 5 min

Esportistas em Bauru foram unânimes em aplaudir e comemorar a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Todos acreditam que as Olimpíadas no Brasil serão um marco na história esportiva do País e servirão para inserir de forma definitiva o Brasil no cenário de grandes eventos mundiais, como país com capacidade para organizar competições de porte máximo. Além disso, lembram que no espaço inferior a uma década os brasileiros sediarão as três das principais competições esportivas do mundo: os Jogos Pan-Americanos, realizados também no Rio, em 2007, a Copa do Mundo de futebol, marcada para o solo nacional, em 2014, e as Olimpíadas. Além disso, lembram da capacidade dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de potencializarem a economia e a vocação turística do Rio e do Brasil.

Porém, a unanimidade segue a mesma quando alertam que é preciso planejamento para que o Brasil brilhe nos Jogos caseiros. Alertam que é necessário criar as condições para que se formem atletas que defendam as cores nacionais e se valorize o trabalho de quem se esforça no esporte de base, celeiro dos futuros atletas olímpicos. Além disso, todos salientam que é necessário investimento em instalações e transparência no processo de preparação para as Olimpíadas.

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“Vai ser importante para o Brasil. Sediar uma Olimpíada é uma luta que já vem desde 2004, pois há vários anos o País estava pleiteando isso e veio em boa hora. Espero que isso incentive o esporte amador brasileiro e que as Olimpíadas sejam tidas como incentivo e não somente como uma fonte de desvio de verbas.” Osvaldo Altafim Júnior, técnico de vôlei da Luso

“Fiquei muito satisfeito e acho que isso pode ser a redenção do esporte brasileiro. O Brasil se coloca no cenário mundial ao realizar uma Olimpíada pela primeira vez em sua história. Em um período de dez anos com um Pan-Americano, um Mundial de futebol (2014) e uma Olimpíada. Só que acho que já tem que começar a fazer um trabalho, porque esta geração que está aí jogando talvez não chegue até lá. Temos ainda sete anos e temos que começar projetos, planos e não só em aspectos físicos, de construção, mas de formação das equipes. É o momento de, ao lado de mostrarmos o Brasil para o mundo, nos desenvolvermos em termos de turismo, tentar ganhar medalha. Temos que tomar medidas esportivas permanentes, que sirvam para que passemos ter uma tradição esportiva.” Antônio Carlos Barbosa, técnico de basquete com participação em Olimpíadas

“Representa muito para o Brasil como País. Para o esporte, vai ser um divisor de águas, um marco: antes das Olimpíadas e depois das Olimpíadas. No processo de evolução que está o Brasil, quando tem evento desta forma, tem que investir nele fisicamente, que é o caso de ginásios, instalações, o governo vai ter que investir em forma de leis também. Porque quem monta, faz o jogador, são os clubes, as equipes. Tudo tem um processo, desde o social, escolinha, equipe de competição. O jogador não chega pronto para disputar uma Olimpíada e o Brasil está querendo investir timidamente nas leis de incentivo, mas tem que ter um processo mais forte neste sentido para o País se apresentar bem (nos Jogos), porque potencial tem. Tem um potencial incrível, o País gosta de esporte, mas não tem uma política esportiva.” Guerrinha, técnico do GRSA/Itabom e atleta olímpico

“A escolha do Rio de Janeiro significa um salto para o esporte nacional. Vou elencar, paralelamente às Olimpíadas de 2016, a Copa do Mundo de 2014 e o Pan-Americano, que significam para nós a inserção do nosso País no cenário do esporte mundial. A cidade concorreu com grandes potências: Tóquio, Madri, Chicago e o Rio de Janeiro sagrou-se vencedor desta disputa mostrando que temos condições de focar não só uma Copa do Mundo.” José Carlos Batata, secretário de Esportes e Lazer de Bauru

“Fico entusiasmado e acho extremamente importante. Nossa expectativa é de que isso se reverta não só em infra-estrutura, mas em investimentos nas equipes, modalidades e, acima de tudo, reconhecimento ao que existe hoje no nosso esporte. Quero crer que com esta vinda das Olimpíadas muita coisa boa vai acontecer para as modalidades, que acontecerão os investimentos que a gente tanto espera e o reconhecimento maior do poder público e do setor privado.” Artemio Caetano Filho, judoca e delegado regional de Esportes e Lazer

“Para o Brasil vai ser muito importante. Tomara que o Brasil possa fazer com que em muitos lugares as crianças possam ter condições de fazer pelo menos uma escolinha, que é uma coisa necessária para a evolução do Brasil não só no atletismo, mas também em todas as modalidades. O governo vai ter que investir na população e busca, se possível, revelar mais atletas. Não é fácil. Mas, em decorrência da vinda das Olimpíadas, muitas coisas poderão mudar. O exemplo é a China, que fez um trabalho de alto nível, uma coisa fabulosa. O Brasil também terá que pensar nisso.” Cabo Alcides, técnico de atletismo

“É muito positivo para o Brasil, ainda mais que vai vir após uma Copa do Mundo. Tem tudo para o Brasil mostrar que tem condições de organizar um evento deste porte. O País já fez um Pan-Americano, vai fazer uma Copa do Mundo e, na seqüência, terá uma Olimpíada. Isso é favorável ao Brasil, até na esfera econômica, com empregos diretos e indiretos. Vai mostrar que o Brasil não tem potencial só para competir, mas para realizar, organizar grandes competições.” Mário Sabino, judoca olímpico

“Acho muito importante para um País receber as Olimpíadas e, agora, para o Brasil acho que vai melhorar em muitas coisas para o País. Nos Estados Unidos, tenho boas lembranças das Olimpíadas, como o Dream Team, Michael Phelps. Conheço muitas pessoas em Chicago que esperavam as Olimpíadas lá. Para mim, Rio de Janeiro ou Chicago, não faz muita diferença.” Larry Taylor, principal jogador do GRSA/Itabom e natural de Chicago, uma das finalistas para sedias os Jogos Olímpicos de 2016 junto com o Rio de Janeiro

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