Internacional

Enviado da OEA diz que diálogo em Honduras começa semana que vem


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Tegucigalpa - O enviado do secretário-geral da OEA em Honduras, John Biehl, disse ontem que o governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, e o presidente deposto Manuel Zelaya dialogarão a partir da semana que vem para encerrar a profunda crise política na qual o país mergulhou há mais de três meses, desde que o presidente eleito foi deposto, em golpe orquestrado pelo Congresso, Suprema Corte e Forças Armadas do país.

“Haverá um chamado ao diálogo. (...) O faria o governo em exercício, e a outra parte (Zelaya) o aceitaria. Isso está acordado”, disse o diplomata a meios de comunicação. De acordo com o enviado, “por enquanto, não haverá encontro direto”.

Conforme Biehl, esses contatos entre as partes poderão começar mesmo antes da chegada da missão com chanceleres e José Miguel Insulza, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), a Tegucigalpa, quarta-feira que vem. “Existe uma sinceridade muito grande. Aumentou a vontade de dialogar de que o diálogo ocorra para encontrar uma solução, com acompanhamento da comunidade internacional, vigilância”, disse.

Ontem, chegou a Tegucigalpa o secretário de Assuntos Políticos da OEA, Víctor Rico, que irá preparar a chegada da missão da organização. “Uns dez chanceleres vieram observar o início de um diálogo hondurenho pela solução pacífica deste conflito, para que a democracia saia reforçada”, disse o secretário.

Deputados brasileiros

Em um encontro não programado e sem a participação de dois dos seis deputados, a missão de parlamentares brasileiros reuniu-se anteotem por duas horas com o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, que garantiu a inviolabilidade da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o presidente deposto Manuel Zelaya se refugia desde 21 de setembro, e ordenou a reativação do telefone da sede diplomática.

O anúncio da reunião com Micheletti foi dado aos deputados brasileiros após encontro com membros da sociedade civil hondurenha. Os deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Janete Pietá (PT-SP), que fizeram parte da missão, não concordaram com o encontro e se recusaram a participar.

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