Regional

Prefeitos querem serviços que justifiquem a cobrança do pedágio

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart) foi a ganhadora da licitação do corredor Raposo Tavares que na região inclui a rodovia Bauru/Ipaussu. O contrato garante que 5% dos recursos arrecadados nos pedágios serão repassados diretamente ao Imposto Sobre Serviços (ISS) aos municípios que, na região somam seis: Bauru, Piratininga, Cabrália Paulista, Espírito Santo do Turvo, Santa Cruz do Rio Pardo e Ourinhos. No corredor serão instalados sete praças, duas delas na SP-225 (Bauru/Santa Cruz do Rio Pardo), uma na SP-327 (Santa Cruz do Rio Pardo-Ourinhos) e quatro na SP-270 (Ourinhos-Presidente Epítácio), o que vale dizer que o usuário vai ter que colocar a mão no bolso várias vezes para fazer o trajeto e contar com as melhorias na rodovia que tem pista simples e antes da concessão, muitos buracos. A previsão é que a cobrança comece no final de outubro quando a obras das praças devem ser concluídas.

Na opinião do prefeito de Espírito Santo do Turvo (75 quilômetros de Bauru), João Adirson Pacheco (PSDB), a concessão gerou empregos e vai gerar receita, mas o que tem que ficar claro é que a rodovia tem que ser duplicada. “A concessionária tem que oferecer um serviço que venha justificar a cobrança. A duplicação tem que sair porque ficar na pista única não tem condições diante da grande movimentação de veículos. A obra é essencial.”

Pacheco acha que desde que a Cart assumiu houve melhorias. “Melhorou bastante. A sinalização e o estado da pista que era cheia de buracos, mas isso não é suficiente. Temos que ter, a curto prazo, um investimento em terceira faixa e depois a duplicação.”

A implantação das praças de pedágio, segundo ele, vai gerar muita reclamação, especialmente dos moradores de Espirito Santo do Turvo e Santa Cruz do Rio Pardo. “São 30 quilômetros de distância. Os comerciantes daqui fazem todo serviço bancário na vizinha cidade. Viajam quase que diariamente e terão que pagar pedágio.”

Na opinião do prefeito a cobrança vai complicar a vida dos comerciantes. “Eles vão ter que se programar e fazer um consórcio. Eu acho que a vida não tem preço, mas é preciso cumprir o estabelecido no contrato para justificar a cobrança.”

Para o prefeito de Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru), Jacintho Zanoni, a concessionária está fazendo melhorias, o que garante segurança aos usuários. “A rodovia estava muito ruim. A concessionária está arrumando. Isso é importante porque evita acidentes.”

Sobre o implemento na arrecadação de ISS , Zanoni está descrente. “Não acredito que vá aumentar a arrecadação. O nosso município é o que menos vai arrecadar porque são só cinco quilômetros ou pouco mais. Ainda não fomos comunicados como será feita essa partilha de recursos.”

O prefeito de Duartina (38 quilômetros de Bauru), Aderaldo Pereira de Souza Júnior, pensa diferente de Zanoni a respeito do impacto na arrecadação do ISS. “Eu acredito que toda cidade que tiver direito ao recurso vai ter um acréscimo muito bom no ISS por conta da arrecadação do pedágio. Quem já recebe diz que o valor é muito bom.”

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