Cultura

Sem data para abrir, MIS vira depósito

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 3 min

“Hoje, ele é ainda um grande depósito”. Foi assim que o diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Jair Aceituno, definiu o atual estado do Museu da Imagem e do Som (MIS) de Bauru, que segue sem estimativa de quando abrirá suas portas ao público.

Instalado no prédio da antiga Estação da Paulista (na esquina das ruas Júlio Prestes e Rio Branco), o espaço já vem sendo reformado pela SMC, embora a pasta aguarde a liberação de R$ 395 mil em recursos, de duas emendas do Orçamento da União, destinadas à recuperação do prédio. De qualquer forma, a dezena de documentos, filmes, fotografias, vinis e todo o material que integra o acervo ainda estão amontoados pelas salas do local, em processo de catalogação.

“Aguardamos a regulamentação, que já está em processo na prefeitura e esperando a liberação das verbas”, resumem Aceituno e Ednéia Ferreira Lima Pires, que acaba de assumir a coordenadoria dos museus municipais, sobre o andamento do MIS. “A abertura vai ficar para o ano que vem porque, para nós, não adianta abrir e não estar legal”, afirma o diretor.

Até o ano passado, as dependências da antiga estação abrigaram a Feira Estação Arte que, além de receber artesãos, promovia apresentações musicais e troca de livros. Parte do acervo do museus ficava disponível para visitação. O projeto foi cancelado com a mudança de administração e, atualmente, o MIS abre apenas ocasionalmente, quando solicitado por pesquisadores. “Temos tido uma grande procura e, por isso, estamos discutindo a volta da feira, mas ainda não temos uma data prevista”, afirma Aceituno.

De acordo com o diretor, um impasse no processo seria a utilização da Maria-Fumaça. “Tivemos um problema com a utilização, a linha que opera está com alguns dormentes danificados. Já que está parado, queremos esperar para começar bem. Queremos criar um corredor entre os museus, interligando o Ferroviário ao MIS com o passeio de Maria-Fumaça”, esclarece.

Outro objetivo é que a antiga estação abrigue ainda o Museu Histórico da cidade, que, atualmente, está instalado em um imóvel na quadra 13 da rua Antônio Alves. “O prédio da estação já é da secretaria (de Cultura) e já abriga o Museu da Imagem e do Som. Depois da reforma, nossa intenção é trazer o Museu Histórico para cá também, porque ele está em um prédio alugado”, explica.

Há o intuito de abrigar, também no MIS, uma outra unidade do Museu Ferroviário, com parte de seu acervo. O projeto do MIS foi criado em 1993 na gestão do prefeito Tidei de Lima, e ensaia sua inauguração desde 2007.

Oficina

A oficina de museologia foi realizada entre os dias 28 e 30 de setembro, no Museu Ferroviário, e reuniu cerca de 30 pessoas. Além dos profissionais da cidade, a iniciativa atraiu público de outros localidades, como Rio de Janeiro e Santa Cruz do Rio Pardo.

O curso foi oferecido gratuitamente aos participantes, por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibran), Sistema Estadual de Museus e Secretaria Municipal de Cultura (SMC).

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