Regional

PM constata derrubada de área de laranja em fazenda invadida

Por Lilian Grasiela | Colaborou Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - A Polícia Militar (PM) sobrevoou ontem uma fazenda de laranjas localizada na região de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), que está ocupada por cerca de 200 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde o último dia 28. Do helicóptero Águia, os policiais puderam verificar uma grande quantidade de pés de laranja arrancadas recentemente.

“Inclusive, enquanto sobrevoávamos a área, vimos tratores arrancando pés de laranja”, informa o tenente-coronel Benedito Roberto Meira, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar.

A Sucocítrico Cutrale Ltda., que explora o laranjal com cerca de um milhão de pés de laranja, informou por meio do seu assessor de relações institucionais, Carlos Otero, que obteve na justiça liminar de reintegração coercitiva na posse da Fazenda Santo Henrique, ficando estabelecida multa diária no valor de R$ 500,00 para cada invasor presente no local na hipótese de não haver desocupação voluntária do local em 24 horas.

Contudo, a liminar de reintegração de posse da área obtida pela Crutrale, que explora o laranjal, está suspensa porque o juiz Mário dos Santos, de Lençóis Paulista, determinou que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal. O caso, agora, será encaminhado à Justiça Federal de Bauru.

Por meio de nota, a empresa afirma que possui no local mais de 300 empregados, entre trabalhadores rurais e colhedores, devidamente registrados, que estão sendo impedidos pelo MST de exercerem suas atividades. A empresa também alega que algumas famílias de funcionários que residem no local, incluindo crianças, foram expulsas de forma ameaçadora e intimidatória pelos invasores, o que está prejudicando, inclusive, o acesso dessas crianças na rede pública de ensino da região.

“Não há motivo para continuar essa invasão, pois se trata de propriedade privada, extremamente produtiva e que gera centenas de empregos para as pessoas da própria comunidade local”, informou o representante da empresa. Ele acrescenta que os invasores que ali se encontram de forma ilegal estão destruindo construções, moradias de funcionários e pomares de laranja produtivos, além de provocarem outros estragos, “atitudes essas incompatíveis com o verdadeiro homem do campo”.

Os manifestantes alegam que a fazenda é improdutiva e alegam que invadiram para que o Incra regularize o assentamento.

Também negam danos na área. Parte dos pés de laranjas está sendo cortado para o plantio de feijão.

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