Estocolmo - O Prêmio Nobel de Física de 2009 foi anunciado num comunicado que se referiu aos três ganhadores como “mestres da luz”. Seguindo uma tendência dos organizadores de fragmentar um único prêmio em descobertas diferentes, a honraria concedida ontem foi para Charles Kao, pioneiro da transmissão de dados por fibra óptica, e para a dupla Willard Boyle e George Smith, criadores do CCD, o sensor que capta imagens para câmeras digitais.
O sino-britânico Kao, 75 anos, descobriu como fazer um cabo de fibra óptica (um tipo de vidro flexível) que permite o fluxo de luz para transmitir dados a grandes distâncias. Com isso, inaugurou uma revolução na área de telecomunicações.
Na época de sua grande descoberta, em 1966, Kao trabalhava para a Standard, empresa britânica de telecomunicações. O americano Smith, 79 anos, e o canadense Boyle, 85 anos, conceberam sua invenção em 1969 nos Bell Labs (Laboratórios Bell), de Nova Jersey (EUA), que eram ligados à empresa AT&T, do mesmo setor.
Boyle foi o único a falar publicamente ontem na hora do anúncio do prêmio na Suécia, por teleconferência. “Estou com essa sensação adorável hoje por todo meu corpo, tipo “Uau, isso é mesmo empolgante, mas será que é real?”.
Segundo o cientista, a última vez que sua pesquisa o tinha emocionado tanto fora quando as primeiras sondas a chegar a Marte fizeram imagens usando um CCD, tecnologia cujo uso só cresceu desde então. Kao, mais tarde, disse que ficou surpreso com o prêmio. “Isso foi muito, muito inesperado’’, afirmou.