Regional

Barra Bonita tem livro e hemeroteca para preservar a memória

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A história da Estância de Barra Bonita(68 quilômetros de Bauru) é contada por jornais, fotos, objetos e livro e foi preservada graças ao esforço de quatro moradores, só um deles está vivo. Luiz Saffi, era um desses moradores preocupados em deixar a história da cidade registrada para as demais gerações. O nome dele batizou o museu que ocupa a antiga estação ferroviária desde 88.

Para a diretora do museu, Janaina Ness Dias Cescato, Barra Bonita tem a memória física preservada pela sua hemeroteca (lugar nas bibliotecas onde se arquivam jornais, revistas e publicações periódicas) e de um livro que retrata os 100 anos da Barra Bonita. “Temos um arquivo fotográfico, alguns jornais que falam a respeito, além de outros documentos.”

Ela comenta sobre a dificuldade em catalogar objetos e documentos. “Temos dificuldade em coletar material, porque não são todas as pessoas que gostam de doar e há ainda objetos antigos que não têm ligação direta com a história da cidade. Muitos deles não são catalogados por falta de informação. É melhor não catalogar do que fazer com data errada ou dado errado. É preciso a confirmação de fontes para catalogar.”

A falta de informações exatas ocorre muito com fotos, lamenta a diretora. “Nem todas as fotos estão legendadas e muitas pessoas que aparecem nelas a gente não sabe quem é. É difícil identificar.”

O museu foi fundado pelo grupo de quatro moradores. “Eles garimparam muitas coisas e catalogaram. O Luiz Saffi e sua família eram pessoas atuantes na cidade. Ele foi vice-prefeito, vereador, presidente de sindicato. A família dele deixou um enorme legado para o museu, dentre eles uma coleção de jornais.”

Saffi era tão dedicado à causa que o grupo do qual ele fazia parte resolveu homenageá-lo dando nome ao museu. “O trabalho de coleta de material começou em 1984/85, embora o museu só tenha sido inaugurado em 1988.”

O local escolhido para abrigar a memória da estância foi uma estação ferroviária de 1929 a 1966. Depois abrigou a primeira rádio emissora da cidade, antes de ser transformado em museu.

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