Internacional

Com voto de republicana, reforma da Saúde avança no Senado americano

Folhapress
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Washington - Barack Obama obteve ontem a principal vitória legislativa de seu jovem mandato de nove meses. Por 14 votos a 9, a Comissão de Finanças do Senado americano aprovou sua versão da reforma do sistema de saúde proposta pelo democrata, a mais ampla da história recente dos EUA e base da agenda doméstica do presidente.

Por ela, todos os americanos e residentes legais no país passam a ser obrigados a ter seguro de saúde, e os que não tiverem meios para isso serão subsidiados pelo governo conforme a renda. O custo da medida aos cofres públicos nos próximos dez anos será de US$ 829 bilhões, segundo estimativas do Congresso, ou metade de tudo o que a economia brasileira produz a cada 12 meses.

Foi a última de cinco comissões a votar sua versão da lei, uma questão que polariza o país, como foi visto nos encontros de Obama e políticos com o público para discutir o tema ao longo do último verão americano, em que algumas pessoas carregavam armas e cartazes com slogans antiobamistas. Os democratas conseguiram uma adesão importante na comissão, da senadora republicana moderada Olympia Snowe, do Estado do Maine.

O voto deve fazer da política uma pária em seu partido, mas sinaliza que a reforma pode passar com mais facilidade do que se espera quando for levada a votação no plenário, onde os democratas têm maioria qualificada de 60%. São muitos os passos legislativos à frente da medida em ambas as Casas do Congresso, no entanto, e a Casa Branca espera uma lei final para ser assinada por Obama só perto do Natal.

Agora, os democratas têm de harmonizar os textos de medidas aprovadas em cinco comissões diferentes, antes de enviá-lo a voto. Há pontos polêmicos ainda a ser decididos, como a chamada “opção pública”, que não consta do texto de ontem, mas dos demais. Por ela, o governo cria e oferecerá a quem quiser um seguro de saúde mais barato, como maneira de estimular a concorrência entre as empresas privadas.

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