O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) rejeitou ontem a tese de que o preço cobrado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) para gerenciar o sistema de transporte escolar esteja superfaturado, apesar da evidência dos números da própria administração. Segundo ele, a Emdurb é uma empresa pública, tem ônus pesado e áreas que não são remuneradas pela prefeitura.
“A Emdurb mantém fiscais dentro dos ônibus para fazer a fiscalização dos hodômetros. Com o GPS, estes funcionários não serão mais necessários. a tecnologia barateia bastante o processo. Isso gera economia, redução de custos”, afirma, sem argumentar, entretanto, que bastava à empresa municipal contratar o sistema eletrônico para se adequar à realidade em tecnologia e prestação de serviço.
Segundo o chefe do Executivo, serviços como pintura de faixas, guias, instalação de semáforos e outros não são cobrados pela Emdurb, o que justificaria o alto custo do serviço de gerenciamento do transporte escolar, assim como outros, como de gerência de funerais e necrópoles.
Já o presidente da empresa, Rubens Ribeiro, o Rubito, limitou-se apenas a dizer que o novo sistema representará economia para o município, se furtando de avaliar que o valor que ele cobra do município é escorchante. “Tem que perguntar para os outros gestores. Eu só continuei e cumpri o contrato.”