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Para Haddad, impressão da prova do Enem descumpriu plano logístico

Folhapress
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São Paulo - O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na manhã de ontem que a auditoria feita pelo Inep na apuração do vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está concentrada nos motivos que levaram a um “ambiente de manuseio” das provas fora do plano logístico estabelecido entre o MEC e o consórcio responsável pela execução da prova. Haddad participa de audiência na Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Segundo o ministro, o acordo inicial previa a impressão da prova em São Paulo e seu manuseio no Rio de Janeiro. Haddad afirmou, no entanto, que a abertura de uma sala contígua à gráfica, sem respeitar as exigências de segurança necessárias, permitiu a fraude.

“Essa é a questão que precisa ser esclarecida: por que a decisão (de manusear a prova fora do ambiente previsto) foi tomada, e por que o poder público não foi alertado (dessa mudança de planos). Mas mesmo que o poder público tivesse autorizado (a mudança no plano logístico), isso não isenta o consórcio vencedor da responsabilidade pela segurança”, afirmou.

A prova do Enem deveria ter ocorrido nos dias 3 e 4 deste mês, mas foi adiada para os dias 5 e 6 de dezembro após a denúncia de vazamento do conteúdo.

Após a fraude, o Ministério da Educação rompeu o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame. A empresa, porém, nega falhas na segurança. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime, entre eles estão Felipe Pradella, Felipe Ribeiro e Marcelo Sena - funcionários da Cetro, uma das três empresas que compõem o consórcio.

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