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Alunos de escolas públicas terão bônus na nota do vestibular da USP


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São Paulo - O Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (CoG) definiu ontem uma fórmula para compensar a ausência do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na nota do vestibular de alunos de escolas públicas. Pelo Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp), o bônus para os alunos que realizasse o Enem poderia chegar a 6%. Como a USP não usará a nota por causa do adiamento da prova, foi definido um cálculo para que os alunos tenham as mesmas chances daqueles que prestaram vestibular em 2008.

Segundo o pró-reitor de graduação substituto, Quirino Augusto Carmello, a fórmula tenta equiparar matematicamente a diferença de dificuldade entre o Enem e a primeira fase da Fuvest. Dela, sairá um porcentual fixo que será usado na primeira e na segunda fase do vestibular. Serão contemplados com bônus que variam de 1,8% a 6% aqueles que fizerem entre 22 e 72 pontos na primeira fase da Fuvest.

FGV

Para não coincidir com as novas datas do Enem (5 e 6 de dezembro), a Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV/EAESP) transferiu seu vestibular para 13 de dezembro. Não houve alteração nas datas das demais provas em São Paulo e no Rio.

Custo do Enem

A nova prova do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem), adiada para os dias 5 e 6 de dezembro, após denúncia de fraude, vai custar R$ 31,9 milhões ao Ministério da Educação (MEC). As informações sobre o contrato fechado com a gráfica RR Donnelly Moore foram publicadas no “Diário Oficial da União” anteontem.

De acordo com a publicação, a empresa contratada ficará responsável pela impressão, manuseio, embalagem, rotulagem e entrega das provas para os Correios. A contratação da empresa aconteceu sem licitação.

O texto afirma que o Inep “pesquisou o mercado em busca de gráficas com a certificação, necessária que pudesse executar integralmente o objeto”.

O texto publicado no “Diário Oficial” não traz detalhes sobre a distribuição da prova. O governo já tinha informado que vai usar “toda a estrutura” da inteligência da Polícia Federal (PF) para acompanhar a aplicação das provas. Já a Força Nacional de Segurança será usada para “dar segurança na distribuição” das provas.

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