Islamabad - Pelo menos 13 pessoas morreram ontem em um duplo atentado suicida contra um prédio policial da cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão, em nova série de atentados violentos reivindicados ou atribuídos a integrantes do grupo fundamentalista islâmico ligados à rede terrorista Al-Qaeda. O ataque é o sexto em 12 dias no país, período no qual pelo menos 178 pessoas morreram.
Forças de segurança informaram que um dos terroristas de ontem era uma mulher. “A polícia tentou deter uma mulher que acompanhava um terrorista em uma moto, mas ela detonou a bomba que transportava”, disse Liaqat Ali Khan, chefe de polícia de Peshawar. “Logo depois, outro terrorista detonou seu carro-bomba”, afirmou.
Esta é a segunda vez que uma mulher realiza um ataque suicida no Paquistão em mais de dois anos.
Afeganistão
Ao menos dois supostos insurgentes, uma mulher e uma menina morreram ontem durante uma ofensiva militar da polícia afegã e das tropas internacionais contra alvos do grupo islâmico radical Taleban na Província afegã de Ghazni, informou o comando militar dos Estados Unidos.
Segundo um comunicado, uma força conjunta da polícia afegã e das forças de segurança estrangeiras lançou uma operação contra um edifício utilizado por insurgentes para organizar ataques armados. Os insurgentes abriram fogo contra as tropas, que responderam ao ataque matando dois deles.
Quando os militares entraram no edifício, encontraram uma mulher e uma menina que morreram por causa dos ferimentos sofridos na troca de tiros.
12 mortos no Iraque
Um suicida abriu fogo contra fiéis reunidos em uma mesquita no norte do Iraque ontem e se explodiu em seguida após ficar sem munição. Ao menos doze pessoas morreram e outras 65 ficaram feridas no ataque, de acordo com a polícia e fontes médicas.
O homem armado entrou na mesquita sunita de Tal Afar e começou a atirar contra os fiéis durante um sermão. Depois que a munição de sua arma acabou, ele detonou os explosivos presos em um cinto.“Ele retirou um rifle escondido debaixo da jaqueta e começou a disparar”, afirmou. Segundos depois, gritou: “Deus é grande” e detonou os explosivos presos na cintura.
O imã Abdul Satar Hassan, membro do principal partido sunita do Iraque, também morreu na ação.