A respeito do insistente e sepulcral negrume que se abate com a chegada da noite sobre Bauru, informa-nos o JC que um perene “Impasse prejudica (a nossa) iluminação pública” (pág. 12, 16/10). A matéria que se segue ao “lead”, vinculado ao tema acima, dá-nos conta de que o poder público reclama da morosidade da CPFL e esta da lentidão das ações de nossa prefeitura. Em resumo: os dois pólos são lerdos na tomada de análises e decisões.
Convido os senhores leitores a irem durante a noite até a entrada da vizinha Agudos (não é preciso nem adentrar a cidade) para comparar, dali, a visão noturna que se descortina da sede daquele município com a desta nossa sofrida Bauru. Lá, como “aqui e agora”, haviam pendengas entre o poder público municipal e a mesma CPFL que, acionada, - e após a concessão de uma liminar autorizando a prefeitura de Agudos depositar em juízo o valor das contas de energia mensais - rapidamente corrigiu a carência de iluminação farta e boa que hoje, ali, sobeja.
Mas vamos direto ao crucial: o que falta mesmo é dinheiro, que foi desviado para outras finalidades e evaporou-se nas últimas administrações anteriores à de Tuga Angerami, além de, mais que isso, capacidade administrativa desta e daquelas mesmas gestões anteriores. Porém, acima de tudo, falta boa vontade... Muita boa vontade! Quanto ao dinheiro, alguém disse que viria, a fundo perdido, das administrações federal e estadual. Quanto aos requisitos capacidade e boa vontade, bem... Isso “é coisa dos homens” - Ivan Lins.
João Guilherme Ortolan