Economia & Negócios

Empresas investem em funcionários temporários

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Com a expectativa de aumento de produção nas indústrias e de vendas no comércio, as empresas da cidade já buscam contratação de funcionários temporários para o final de ano. A expectativa é que 2.000 pessoas sejam selecionadas, de acordo com reportagem publicada recentemente pelo Jornal da Cidade. Algumas delas serão efetivadas em seus cargos, segundo empresas de recursos humanos.

Regina Paula Baena, auxiliar de recursos humanos de uma empresa especializada, destaca que as indústrias são as que mais procuram contratações temporárias na agência, principalmente as do setor alimentício. “Como no final do ano aumenta o consumo, as indústrias precisam incrementar a produção”, avalia. Já em relação aos candidatos, Baena observa que a maioria é composta por desempregados. “A variedade é muito grande, mas a maior parte é de gente que está sem emprego e possui família para sustentar”, diz.

Por essa razão, ela reforça a importância de que os candidatos a esses postos de trabalho estejam cientes que as vagas são temporárias. “A efetivação é de menos de 20%. Além disso, são apenas três meses de emprego”, destaca.

Para ser efetivado, Baena explica ser necessário mostrar determinação. “O candidato tem que mostrar do que é capaz, para que a empresa avalie e veja suas qualidades”, afirma.

Natália Rodeguero, analista de recursos humanos, reforça que é preciso trabalhar duro. “Quem entra como temporário tem que agarrar e mostrar serviço. Para ser apontado como uma das alternativas, o candidato deve demonstrar comprometimento, interesse, iniciativa e responsabilidade, mesmo que não seja contratado naquela ocasião, mas na abertura de alguma vaga futura”, recomenda.

Terceirização

A empresária Mônica Rothberg, proprietária de uma rede de lojas de confecção da cidade, conta que este ano terceirizou a contratação de temporários para atuar no final de ano. Ela explica que a seleção de candidatos teve início em outubro. Os aprovados participam do treinamento em novembro e quem é escolhido começa a atuar em dezembro.

“Dividimos o início de trabalho em turnos. A primeira turma de temporários começa a trabalhar na primeira semana de dezembro, a segunda, na próxima semana e assim vai até as vésperas do Natal”, conta Rothberg.

De acordo com ela, a empresa chega a aumentar seu quadro em 30% com os temporários. E na última semana antes do Natal, pode chegar a 50%. “É preferível ter alguém parado em algum momento do dia do que no horário de pico faltar pessoas para o atendimento”, diz.

Rothberg também destaca que freqüentemente alguém acaba efetivado. “A pessoa entra sabendo que é temporário, mas sempre acaba abrindo alguma vaga. Então, é preferível contratar quem já está familiarizado com o sistema”, diz.

Franciele de Almeida, 21 anos, conseguiu a efetivação no início deste ano em uma loja de roupas. Chamada para trabalhar no Natal, agradou e foi ficando. “Entrei em outubro do ano passado. Cheguei e mostrei muita força de vontade. Depois do final de ano, começaram a me chamar para trabalhar alguns dias da semana. Esse período foi aumentando e em fevereiro fui contratada definitivamente”, conta.

Ela, que já tinha trabalhado como temporária no Natal de 2007, aprova o sistema. “A empresa que emprega temporários também se beneficia, porque ela abre oportunidades de ter um funcionário muito bom no futuro”, diz. Agora, com um emprego fixo, ela pensa no futuro. “Ficou mais fácil planejar cursar uma faculdade. Pretendo fazer um curso de radiologia”, diz.

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Efetivos

Até o final do ano, o Bauru Shopping estará com ocupação de 100% de seus espaços, informa Américo Cardinale, diretor da empresa que administra. Nas próximas semanas, outras lojas serão inauguradas.

“A expectativa é que sejam abertas 100 novas vagas efetivas, além de 200 temporárias para as vendas de final de ano”, avalia. Além disso, o próprio shopping via contratar mais pessoas para auxiliar a segurança e manutenção do local.

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