Bairros

Seminário amplia reflexão sobre a fome

Por Da Redação | Com informações da Assessoria de Imprensa do Sesc de Bauru
| Tempo de leitura: 3 min

Fruto da iniciativa dos coordenadores do Mesa Brasil em Bauru, o seminário “Segurança Alimentar e Nutricional: Impactos e Perspectivas”, que será realizado nos dias 28 e 29 de outubro no Sesc Bauru, contará com conferências e palestras com especialistas da área, que abordarão temas como o cenário da pobreza e da fome, a segurança alimentar no contexto brasileiro, estratégias de combate à fome e os programas para a redução da fome nas esferas públicas e privadas.

A conferência de abertura com o tema “Fome, Ética e Políticas Sociais”, será realizada por Frei Betto, escritor reconhecido mundialmente por seus trabalhos em defesa dos direitos humanos. No segundo dia, participam o presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato Maluf; a socióloga Anna Maria de Castro, a secretária municipal do Bem-Estar Social, Darlene Tendolo e as professoras Egli Muniz, da Instituição Toledo de Ensino (ITE), e Rita Cristina Chaim, da Universidade do Sagrado Coração (USC).

O evento será realizado no ginásio de eventos do SESC, e é aberto a todos os interessados. As inscrições podem ser feitas diretamente no Sesc de Bauru (Avenida Aureliano Cardia, 6-71), de terça a sexta, das 13h às 21h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, e também no portal do Sesc (www.sescsp.org.br), com pagamento online por meio de cartões de crédito Mastercard e Visa. A taxa de inscrição é de R$ 5,00 (comerciários), R$ 10,00 (usuários, estudantes, professores da rede pública, membros dos Conseas e profissionais da saúde e educação) e R$ 20,00.

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Questão de educação

A eficácia do projeto Mesa Brasil, mantido pelo Sesc, depende, além de doadores e receptores, de um exército de pessoas conscientes sobre o conceito de alimentação segura. De acordo com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), além da fome, situações como obesidade e doenças associadas ao consumo de alimentos de qualidade duvidosa também representam situações de insegurança alimentar. Por esse motivo, outro importante pilar do projeto é a educação das pessoas envolvidas.

Além de capacitar os quatro profissionais pela colheita urbana realizada todos os dias pela manhã, o programa em Bauru abarca o treinamento de funcionários das instituições sociais que recebem os alimentos, com o objetivo de reduzir custo, proporcionar preparo rápido e seguro e oferecer refeições com alto teor nutritivo. Receitas com utilização de talos, folhas e com as mais tradicionais frutas e legumes estão no cardápio do curso ministrado por profissionais da Universidade do Sagrado Coração (USC), que é parceira do projeto.

Maria Aparecida Marinho Comin dedica-se a preparar cerca de 100 refeições por dia na Legião Feminina, para jovens entre 15 e 18 anos. A experiência adquirida durante a oficina do programa, há dois anos, trouxe muitas novidades em relação à limpeza, utilização, manuseio e conservação dos alimentos.

“Com o curso me aprimorei e hoje não jogo nada fora, inclusive na minha casa adotei a mesma prática”, explica. Ela se anima ao falar sobre as receitas que passou a fazer. “Elas são superinteressantes e saborosas. Os sucos à base de casca de frutas, por exemplo, são deliciosos e muito melhor do que os refrigerantes, porque possuem maior valor nutricional”, resume.

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Extensão à comunidade

Para que o conceito de alimentação segura não fique restrito às instituições, mas, sim, atinja as mesas de toda a população, o Mesa Brasil do Sesc de Bauru também promove cursos abertos à comunidade. Atualmente, está em andamento um treinamento para moradores da Ferradura Mirim.

As quatro aulas teóricas semanais, que tiveram início no dia 8 de outubro na Associação Comunitária Caná, contemplam técnicas de higienização, cloração, manipulação e todo processo de reaproveitamento.

“Por fim, há uma quinta aula, que é prática, e envolve o preparo das receitas que objetivam o aproveitamento integral dos alimentos”, explica Roseli Claus Bastos Pereira, nutricionista da Universidade do Sagrado Coração (USC) e responsável pelas aulas.

A profissional também é a responsável por coordenar a auditoria das instituições receptoras cadastradas. “Periodicamente fazemos um check-list para conferir se todos os procedimentos técnicos que garantem a qualidade da alimentação estão sendo cumpridos”, conta.

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