São Paulo - Os congestionamentos em São Paulo devem aumentar em até 40% entre novembro e dezembro, período de compras natalinas, por causa das obras da nova pista da marginal Tietê.
O motivo será a reforma de cinco pontes sobre a via. Amanhã, o trânsito já começa a complicar por causa da interdição parcial de três delas na noite de hoje: Freguesia do Ó, Casa Verde e Vila Maria. A ponte do Limão terá interdição parcial a partir do dia 1 de novembro. A das Bandeiras, a partir do dia 7 de novembro. A reforma das pontes, necessária para que a nova pista caiba sob elas, se estenderá até 8 de fevereiro do ano que vem.
Essas são as intervenções que mais interferirão no trânsito da marginal e da cidade. Os transtornos, porém, começaram com as obras da nova pista, iniciadas em junho. A lentidão na marginal em setembro deste ano, por exemplo, foi 25% maior do que a registrada no mesmo mês de 2008.
A prefeitura informou que fará uma campanha publicitária em rádio e TV a fim de alertar e orientar os motoristas a respeito de rotas alternativas.
A nova pista da marginal, com 15 quilômetros de extensão em cada lado do rio, deverá ser entregue no fim de março de 2010, a poucos dias do prazo legal para que o governador José Serra (PSDB) se descompatibilize do cargo a fim de disputar as eleições presidenciais.
Tanto Paulo Vieira de Souza, diretor de engenharia da Dersa (empresa estadual de transportes), responsável pela construção da nova pista, quanto Alexandre de Moraes, secretário municipal de Transportes, parceiro no projeto, negam que a obra siga o calendário eleitoral.
O secretário de Transportes afirma que, se a intervenção nas pontes fosse mais gradual, num espaço de tempo maior, ainda sim o impacto no trânsito seria grande - aumento de cerca de 35% nos índices de lentidão. Moraes afirma que optou-se por concentrar as obras, mesmo atingindo um período crítico como o natalino, porque, depois, as chuvas de fevereiro e março atrapalhariam ainda mais.
A nova pista deve aumentar em 35% a velocidade média na marginal. A ocupação será de 80%, o que evitará, dizem, os congestionamentos. Toda a obra custará R$ 1,3 bilhão.