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Dilma presta depoimento amanhã


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Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prestará depoimento a ser anexado à ação penal do mensalão, em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), amanhã, às 18h, na 12.ª Vara Federal do Distrito Federal. As informações são da Agência Brasil.

Dilma foi indicada como testemunha de defesa pelos réus Roberto Jefferson, presidente do PTB, e José Janene, ex-líder do PP. Jefferson e Janene repondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Janene também é acusado por formação de quadrilha na denúncia acolhida pelo Supremo em agosto de 2007.

O mensalão, segundo o Ministério Público Federal (MPF), se caracterizou como um esquema especializado em “desviar dinheiro público e comprar apoio político”, com o objetivo de “garantir a continuidade do projeto de poder” do PT.

Jefferson e Janene também indicaram como testemunhas o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que será ouvido por escrito. O relator da ação penal é o ministro Joaquim Barbosa. A previsão é de que o caso seja julgado no plenário do STF apenas em 2011, por sua complexidade processual, grande número de réus (39) e de testemunhas indicadas.

Compromissos ajustados

Numa clara evidência da disposição do governo de escancarar a campanha para as eleições de 2010, a ministra e pré-candidata Dilma Rousseff tem adaptado, cada vez mais, sua agenda à política.

Nas últimas semanas, sempre em viagens oficiais, ela foi estrela de um culto evangélico, visitou uma igreja para agradecer o fim do tratamento contra o câncer e esteve na maior festa religiosa do País, o Círio de Nazaré. Os últimos três dias passou a tiracolo de Lula numa viagem cercada de holofotes às obras da transposição do rio São Francisco.

Em Brasília, sua rotina também sucumbiu à política de cunho eleitoral. A ministra tem se reunido com partidos, parte do movimento de seu comando de pré-campanha para fechar desde já com a base aliada compromissos de apoio à disputa do ano que vem. Em menos de um mês, a ministra cercou o PDT, PC do B, o PRB, o PMDB, o PDT, o PR. Na próxima semana, o alvo será o PP.

A desenvoltura da campanha petista levantou críticas da oposição, que a acusa de moldar a agenda institucional em prol de interesses eleitorais, e deve motivar ações na Justiça - o PSDB anunciou que questionará o périplo pelo São Francisco. “Fazer isso usando a máquina do governo beira à corrupção”, disse o líder tucano na Câmara, José Aníbal (SP).

Para especialistas em legislação eleitoral, o terreno é subjetivo, já que a linha que separa as atividades institucionais das políticas é bastante tênue.

A Casa Civil nega que a agenda da ministra tenha relação com 2010. A pasta disse que Dilma foi a eventos religiosos em nome de Lula e que encontros com parlamentares partiram de pedidos de audiência.

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