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Exército do Paquistão alega que já matou 60 insurgentes em 24 horas


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Islamabad - O Exército paquistanês informou ontem que 60 militantes foram mortos nas primeiras 24 horas de uma grande operação contra os fundamentalistas talebans no Waziristão do Sul, uma região tribal perto da fronteira afegã. De acordo com o comunicado do Exército, seis soldados foram mortos no mesmo período durante a operação.

“Nas últimas 24 horas, 60 terroristas foram mortos na operação. O número de vítimas entre as forças de segurança são de cinco soldados mortos e 11 feridos”, disse o Exército em um comunicado.

Não foi possível verificar de forma independente os números, porque o Exército impede que jornalistas se aproximem do campo de batalha.

Os talebans paquistaneses são acusados de serem responsáveis pela violência que causou um número estimado de 2.300 mortes em todo o país em pouco mais de dois anos. Nas duas últimas semanas, uma série de atentados suicidas matou cerca de 200 pessoas em várias áreas do Paquistão, aumentando a pressão sobre o Exército para que combatesse os militantes.

O Exército diz que cerca de 28 mil soldados foram mobilizados para a ofensiva contra um número estimado de 10 mil combatentes talebans, incluindo cerca de 1.000 combatentes uzbeques e alguns árabes membros da rede terrorista Al Qaeda. O Paquistão tem usado há meses aeronaves e artilharia para diminuir as defesas dos militantes, enquanto movimentava tropas para fechar a região. Os ataques foram intensificados nos últimos dias, enquanto milhares de civis fugiam.

Esta é a quarta tentativa do Exército desde 2001 para desalojar os combatentes talebans da região tribal fora do controle do governo do Waziristão do Sul, e um funcionário de inteligência disse que a atual operação poderia levar até dois meses. As três tentativas anteriores terminaram em tréguas negociadas que deixaram a região além do controle do governo.

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