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Ser professor: missão a cumprir

Francisco Giglioti
| Tempo de leitura: 3 min

Ainda pequeninos aprendemos a enxergar com carinho as pessoas que mais têm influência em nossas vidas. Pela sua formação, pelo respeito que inspiram, pelo conhecimento que acumulam, por serem eternos pesquisadores e por muitas outras qualidades que nem sequer imaginamos. O importante é que os identificamos e os admiramos. Ao cometer erros ou acertos na vida, lembramos de pessoas como pais, mães, irmãos e de outras que fazem parte de um grupo solidário, que sempre colabora com a nossa formação e, finalmente, dos professores. É normal que dessas lembranças surjam constatações importantes, que marcam de forma definitiva tais pessoas, merecedoras de exclamações do tipo “como ele foi importante para nós” ou “como ele foi verdadeiro exemplo de vida para o nosso grupo” para que pudéssemos nos apoiar em alguém, em benefício do nosso crescimento e desenvolvimento como elementos humanos ou como um grupo com características próprias.

Quando essa lembrança é negativa, porque não se comprometeu suficientemente por uma causa, é inevitável e marcante a rotulação de que “esse indivíduo poderia ter sido melhor na nossa formação” ou “ele não acrescentou nada em nossa existência”. Na maioria das vezes, há vazios que não são preenchidos de acordo por essas pessoas. E há várias desculpas tentando justificar aquilo que não foi feito, como “o horário que não batia”, ou porque “não tinha tempo disponível para falar sobre certos assuntos”, que, às vezes, eram insignificantes para eles, porém, muito importantes para os alunos sedentos pelo saber. Essa lacuna é normalmente preenchida pela extensão do trabalho do professor, que de maneira solícita se debruça sobre qualquer problema de seu semelhante e tenta solucioná-lo, ou pelo menos, induzir para perseguir o necessário encaminhamento em busca do acerto. Este amigo e companheiro do dia-a-dia, que acompanha seus consulentes, discute com eles sobre vários problemas, diverge, concorda e abre os braços e o coração, acatando as queixas e ouvindo as sugestões para sua ponderação. Toma decisões em nome do grupo assumindo os riscos como um verdadeiro coordenador do assunto. Assim, passamos a vida! Assim queremos que alguém nos ouça, nos inspire, nos ampare, nos entenda! Assim, chamamos de professor aquele que se desprende de si mesmo para abraçar causas alheias e provocar o conhecimento. Como se vê, ser professor não é só transmitir informações, mas, acima de tudo, crescer com seus alunos pela prática de trabalhos do interesse da coletividade. Professores de todas as áreas do conhecimento, de todas as escolas públicas e privadas, do maternal ao mais alto nível do conhecimento, de todos os níveis de formação, com todas as queixas pelo descaso com que, às vezes, somos tratados pelos nossos governantes, pelos superiores, pela própria sociedade, pelas instituições, pelas empresas e pelas demais organizações.

Tenhamos em mente que ser professor não é apenas ser mestre ou ensinar uma ciência, como diz Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. É praticar algo muito mais importante. É sem dúvida, um verdadeiro sacerdócio. A nós professores e professoras, parabéns pelo nosso dia e pela nossa gratificante missão diante da sociedade.

O autor, Francisco Giglioti, é professor da Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru - ITE e administrador

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