O projeto executivo de recuperação estrutural dos viadutos Mauá e 9 de Julho deverá custar cerca de R$ 150 mil, de acordo com avaliação preliminar da Secretaria Municipal de Obras. A informação foi dada ontem, durante sessão do Legislativo de Bauru, pelo vereador Fabiano Mariano (PDT) e confirmada pelo titular da pasta, Eliseu Areco Neto.
“Esse valor foi estimado com base nos levantamentos que fizemos sobre custos de projetos parecidos e o valor de mercado. Mas, com a abertura do processo de licitação, daqui uns dois meses, acreditamos que esse preço pode mudar e até diminuir”, afirma o secretário.
Entretanto, a obra de recuperação do viaduto Mauá, interditado desde o ano passado por problemas estruturais, deve ficar pronta somente em 2011. “Estamos trabalhando para que as empresas apresentem suas propostas em dois, três meses, e a vencedora da licitação inicie o trabalho no segundo semestre de 2010”, disse. Durante esse período, a estrutura dos viadutos será monitorada.
A previsão leva em conta as dificuldades na elaboração do projeto e, depois, o tempo necessário para licitar o serviço, sem contar sua execução posterior. “Nesse tempo, vamos procurar viabilizar verbas para as obras, por meio do Ministério das Cidades, Defesa Civil, e à procura de outras formas”, diz Areco.
A primeira licitação é de um projeto de recuperação estrutural dos viadutos. Posteriormente, haverá outra para a realização das obras. O projeto fornecerá diretrizes do que deve ser construído, do orçamento da obra, e ainda a situação estrutural em relação à fundação, questão que não foi tratada pelo laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Em junho, a Prefeitura de Bauru recebeu o documento do órgão, que ganhou cerca de R$ 33 mil da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico para fazer a análise técnica dos viadutos. Na ocasião, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) afirmou que licitaria os dois projetos executivos para reforma dos viadutos Mauá e 9 de Julho. Os laudos não sugeriram demolição das estruturas e nem a interdição do Viaduto 9 de Julho.
Porém, o IPT informou que as anomalias descritas no relatório alteraram substancialmente as condições iniciais de instabilidade, comprometendo a estrutura do viaduto Mauá. Por essa razão, os técnicos afirmaram, na ocasião, que a interdição do viaduto deverá ser mantida até que as anomalias existentes, como também o deslocamento de concreto, armaduras expostas e corroídas e a infiltração de água, sejam reparadas. “A Secretaria Municipal de Obras está trabalhando nessa questão, e o viaduto não está parado”, afirma o parlamentar, durante seu discurso na tribuna.
Histórico
O viaduto Mauá foi interditado em setembro de 2008 por solicitação do Ministério Público (MP), devido a problemas estruturais. Na época, o MP convocou reuniões com representantes da prefeitura e da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). A interdição viária foi decidida após a apresentação de relatório técnico preliminar elaborado pelo órgão e, desde então, o viaduto permanece interditado. Embora aparentem ser uma obra única, as quatro pistas que interligavam a avenida Pedro de Toledo e a Vila Falcão são formadas por dois viadutos, o Mauá e o 9 de Julho.
As duas pistas no sentido bairro-Centro foram totalmente bloqueadas por conta de problemas estruturais em um dos viadutos que compõem essa via de acesso. Já as pistas do sentido contrário passaram a funcionar em mão-dupla. O Mauá está comprometido e o trânsito sobre ele está proibido. Já o 9 de Julho, mais recente, passou a receber sozinho o tráfego de veículos nos dois sentidos.