Internacional

Zelaya rejeita proposta de golpistas

Folhapress
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Tegucigalpa - As negociações para um acordo político em Honduras foram suspensas na madrugada de ontem, quando uma nova proposta do governo interino, com conteúdo que difere pouco da oferta anterior, foi rejeitada horas depois pelo presidente deposto Manuel Zelaya.

Por volta da 1h30 no Brasil (21h30 em Tegucigalpa), o representante de Zelaya, Victor Meza, foi a público dizer que “as negociações estavam obstruídas”. Ele chamou as propostas vindas de Roberto Micheletti de “insultantes”. “Não voltaremos a nos reunir até que tenhamos uma proposta decente, construtiva e séria.”

“O senhor Roberto Micheletti não demonstrou vontade política e segue empenhado em utilizar o diálogo como um mecanismo de distração política, para ganhar tempo”, disse.

Vilma Morales, porta-voz do grupo que representa o governo interino, disse que a comissão de negociadores consultaria o Congresso e a Corte Suprema sobre a volta de Zelaya à Presidência. Com base nessas consultas, a mesa de negociação tomaria uma decisão final sobre o tema.

O novo pacto proposto por Micheletti não determina quanto tempo os dois poderes teriam para responder à consulta da comissão. Além de funcionar como uma medida protelatória, a nova proposta insiste em um ponto que o presidente deposto já rejeitou: ouvir a Corte Suprema, que já se manifestara publicamente contra o acordo de San José, que defende a volta do deposto.

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