Economia & Negócios

Funcionários da CEF mantêm greve, mas o movimento perde força

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo com o movimento enfraquecido, os bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) de Bauru decidiram, em assembléia realizada na noite de ontem, manter a greve que já se estende por 29 dias na cidade. A paralisação é a maior desde 2004, quando o impasse entre patrões e empregados só foi definido através do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Nas principais bases sindicais da categoria, como Distrito Federal e São Paulo, os funcionários voltarão ao trabalho a partir de hoje, após aceitarem a nova proposta feita pela direção do banco.

A oferta prevê, além de reajuste de 6% - sendo 1,5% de aumento real e 4,5% de reposição da inflação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que varia de R$ 4 mil a R$ 10 mil, contratação de 5 mil bancários até 2010 e abono de R$ 700,00 a ser pago na folha de janeiro do próximo ano. A proposta foi apresentada pela direção da CEF na noite de anteontem, depois de quase uma semana de paralisação nas negociações.

Na manhã de ontem, o TST realizaria uma audiência de conciliação e instrução para tentar solucionar a greve, mas a reunião foi suspensa a pedido do banco, que decidiu retomar o diálogo com os funcionários. Em nota divulgada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília no início da noite de ontem, a entidade afirma que os benefícios da proposta “somam-se aos obtidos nas negociações com a Federação Nacional dos Bancários (Fenaban)”.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, filiado à Conlutas, a oferta foi “ridícula, absurda e insuficiente”, já que os trabalhadores reivindicavam aumento salarial de ao menos 9%, equivalente ao índice concedido ao funcionários do Banco do Brasil. “Vamos manter a greve nesta quinta-feira. Somente amanhã (hoje), durante assembléia que acontece às 17h, é que iremos rever nosso posicionamento”, adianta o diretor Paulo Tonon.

A Caixa era a única instituição financeira cujos funcionários permaneciam parados após o encerramento da greve nacional dos bancários, que envolveu bancos públicos e privados e durou 15 dias. Além do reajuste, contratações e abono, a proposta da Caixa prevê o não-desconto dos dias parados, que serão compensados com jornada suplementar.

Não serão considerados os dias em que houve trabalho parcial dos empregados, com horário reduzido. Além disso, a Caixa concorda em discutir na mesa de negociação permanente os dias descontados das greves de 2007 e 2008.

Até o fechamento desta edição, além de Distrito Federal e São Paulo, a paralisação dos funcionários da Caixa terminou também em Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Três Rios (RJ) e Blumenau (SC). Junto com Bauru, haviam decidido permanecer de braços cruzados as bases sindicais do Rio de Janeiro e Porto Alegre.

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