Regional

Vereador de Bocaina registra BO contra diretor por ameaça

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Bocaina - O vereador Gisberto Marcos Antunes (PC do B) registrou Boletim de Ocorrência (BO) contra o diretor de saúde de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), Luiz Fernando Moscardo da Silva, alegando suposta ameaça sofrida no último sábado, em frente a um restaurante no Centro da cidade. Segundo ele, Luiz Fernando teria ficado irritado com representação protocolada na semana passada junto ao Ministério Público onde ele pede que os saques feitos pela prefeitura em setembro sejam investigados. O diretor de saúde nega ter ameaçado o parlamentar.

De acordo com informações do BO, o vereador encontrou com Luiz Fernando quando foi até o restaurante retirar uma marmita. O diretor de saúde teria pedido a ele que fosse até a calçada para conversar. No local, em tom ameaçador, Luiz Fernando teria dito ao parlamentar para tomar cuidado porque não o conhecia. “Ele disse para eu tomar cuidado com as coisas que eu falo, porque tenho família e ele ia por em teste se eu era homem ou não”, conta.

Gisberto relata ainda que, supostamente por causa da representação, a prefeitura teria se negado a fornecer uma ambulância para que sua filha de 11 anos faça cirurgia amanhã (hoje), em São Paulo. Durante a operação, que deve durar cerca de 10 horas, a menina terá sua coluna vertebral refeita. “A minha filha é atendida na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e tem que estar em São Paulo na quinta-feira para internação”.

A suposta recusa da administração gerou o registro de um novo Boletim de Ocorrência por parte do vereador, desta vez por “perseguição”. Ontem, em contato com o parlamentar, o Jornal da Cidade foi informado de que a situação da viagem já estava resolvida. De acordo com Gisberto, após contato com o Ministério Público em Jaú, o Conselho Tutelar de Bocaina foi acionado e conseguiu a liberação da ambulância junto à prefeitura.

O diretor de saúde de Bocaina, Luiz Fernando Moscardo da Silva, nega ter feito qualquer tipo de ameaça ao parlamentar. Ele afirma que a viagem da filha do vereador a São Paulo está confirmada. “Não houve nenhum tipo de pressão ou ameaça em cima do vereador. Houve uma conversa que, talvez, ele não tenha gostado, mas ameaça não”, afirma. “A viagem da filha dele já está marcada e vai ser realizada com certeza”.

A representação feita pelos vereadores Gisberto Marcos Antunes e Adriano Roberto Baroni (PSDB) pede que o MP investigue supostos saques diários feitos pela prefeitura no mês de setembro sob alegação de que poderiam estar havendo supostas irregularidades. No documento, são questionados gastos com contratação de equipamentos de som, pagamentos feitos a uma farmácia e a uma empresa agropecuária e diversos saques na área da saúde.

O promotor de Justiça de Jaú, Celso Élio Vannuzini, encaminhou ofício à prefeitura solicitando informações a respeito das denúncias no prazo de 10 dias úteis. Por meio de sua assessoria de imprensa, a prefeitura informou que todas as operações de retirada de dinheiro são controladas com base na apresentação de notas fiscais e boletos. Além disso, a administração informa que não se negou a atender a filha do parlamentar e apenas pediu para que ele aguardasse porque iria ser escalado um veículo mais novo em razão da viagem ser longa.

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