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Farmacêuticos aprovam novas regras na venda de remédios

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgadas em agosto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a série de medidas que reforçam as boas práticas farmacêuticas é aprovada pelos profissionais da área. Na noite de ontem, a assessora técnica da Anvisa, Cristianne Gonçalves veio a Bauru conversar com farmacêuticos da cidade e região sobre a regulamentação - que entre outras determinações, restringe a venda de medicamentos sem prescrição e regulariza a prestação de serviços como inalação e atendimento domiciliar.

A palestra, promovida pela seccional Bauru do Conselho Regional de Farmácia (CRF), tirou dúvidas dos profissionais sobre a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44 de 2009 da Anvisa. Para Fábio Henrique Valentim, diretor regional do CRF, as principais dúvidas sobre as medidas são sobre a restrição de vendas dos medicamentos e a liberação de prestação de alguns serviços. “O que pode ser vendido fora do balcão e, principalmente, como será a volta da aferição de pressão arterial, teste de glicemia, inaloterapia entre outros”, destaca.

A assessora técnica da Anvisa destaca que a medida foi bem aceita em todo País. “A resolução tem agradado bastante os profissionais da saúde e também a população fica mais interessada no resgate da farmácia. A farmácia se firma como um estabelecimento de saúde, não simplesmente como um comércio”, pontua. Ela destaca que as principais dúvidas são sobre a vedação da venda dos remédios que não precisam de receita. “Mas é um ponto que já é trazido pela lei de 1973 que proíbe a venda desses produtos alheios. Estamos reascendendo a discussão com a regulamentação”, diz.

Para Valentim, a resolução é positiva, pois valoriza o profissional e evita a automedicação. “Foi uma vitória para nós, farmacêuticos. E também para a comunidade, que terá o risco de sofrer problemas derivados da automedição diminuídos”, afirma. De acordo com o texto da norma, os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance das mãos do usuário. Mesmo os produtos isentos de receita deverão ficar atrás do balcão para que o usuário faça a solicitação ao farmacêutico e receba o produto com a orientação necessária.

As únicas exceções são os medicamentos fitoterápicos, por via dermatológica e sujeitos a notificação simplificada. “Isso vai promover um aumento de contato entre paciente e farmacêutico. A proximidade vai voltar”, destaca Valentim. Além disso, os estabelecimentos deverão manter placa com os dizeres: “Medicamentos podem causar efeitos indesejados. Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico.”

Aline Tathiana Cenchi, vice-diretora regional do CRF, também avalia a resolução de forma positiva. “O farmacêutico voltará a ser valorizado. Os usuários também serão beneficiados, pois receberão informações confiáveis sobre o medicamento. Isso evita os riscos da automedicação”, destaca.

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