As questões ecológicas que beneficiam o planeta estão cada vez mais em pauta nas empresas, sejam públicas ou privadas. As prefeituras municipais que possuem áreas de proteção ambiental criadas pelo Estado estão sendo beneficiadas com um reforço no Imposto de Circulação Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS). Batizado de ICMS ecológico e mais conhecido de imposto verde, o repasse é uma compensação financeira aos municípios que contam com áreas de proteção ambiental e que trabalham pela sua conservação.
O ICMS ecológico consiste em 0,5% da parcela do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços referente à quota-parte dos municípios. O repasse é calculado em função dos espaços legalmente protegidos nos municípios em relação ao total existente no Estado.
Na região recebem ICMS ecológico os municípios de Agudos, Avaí, Balbinos, Duartina, Pirajuí, Piratininga, Presidente Alves, Reginópolis, Botucatu, Brotas, dentre outros. O último repasse foi feito em 2007, quando Agudos recebeu R$ 59 mil. Em 2003, o município recebeu R$ 39 mil, segundo informou o secretário de finanças, Carlos Lima.
De acordo com ele, nos demais anos não foi possível verificar os valores, pois eles chegam aos caixas da prefeitura junto com os valores gerais de ICMS. O imposto verde também engordou as finanças de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) há dois anos com um repasse de R$ 224 mil. Brotas, nesse mesmo período, recebeu R$ 233 mil.
Mas não só a administração pública se mobiliza para ficar em dia com o planeta. Mais de 400 estabelecimentos no município de São Paulo fizeram a reposição de madeira e outros produtos florestais consumidos em 2008, em contrapartida receberam o certificado de Reposição Florestal, um selo que garante aos consumidores que aquele local cumpre a lei e ajuda o meio ambiente.
A reposição florestal é focada em estabelecer o abastecimentos contínuo da matéria-prima florestal, ou seja, as churrascarias, padarias e cerâmicas que consomem madeira têm que fazer o plantio obrigatório de árvores.