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Senado revela detalhes de projeto de lei ambiental


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Washington - Senadores democratas vão pressionar por uma lei de mudança climática que daria, inicialmente a nenhum custo, licenças de poluição a uma variedade de indústrias, semelhante à lei aprovada pela Câmara dos Deputados em junho passado.

Os detalhes, revelados pelo Comitê de Trabalhos Públicos e Ambientais do Senado, mostram que a lei democrata daria aproximadamente 30% das licenças de poluição livre a empresas elétricas e outros 5% a empresas que comercializam carvão.

As licenças têm o objetivo de amenizar a transição dessas empresas para combustíveis mais limpos e evitar o aumento no preço final ao consumidor.

Uma análise feita pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos disse que, sob a lei do Senado, os consumidores sofreriam apenas um aumento “leve” nos custos em relação ao impacto da legislação da Câmara, que foi estimado entre US$ 80 a US$ 111 por ano.

A lei, que está sendo trabalhada no Senado pela presidente do comitê Barbara Boxer e pelo senador John Kerry, enfrenta oposição da maioria dos republicanos e de muitos democratas moderados.

Outras licenças livres destacadas pelos democratas no Senado incluem 9% para empresas locais de distribuição de gás natural e 4% para fabricantes de aço, cimento, papel, vidro e outras indústrias intensivas em energia em 2012 e 2013 - aumentando para 15% em 2014 e 2015.

Os clientes de empresas de energia receberiam cerca de 35% de subsídios para ajudá-los a compensar o aumento nos custos de energia à medida que as empresas deixam de lado combustíveis fosseis mais baratos e altamente poluentes como o carvão.

Por outro lado, os ministros europeus do Ambiente anunciaram que querem cortar entre 10% e 20% das emissões de CO2 dos aviões e navios na próxima década. A medida visa à contenção do aquecimento global.

A proposta será apresentada aos outros países na conferência do clima de Copenhague, que acontecerá em dezembro.

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