A gripe suína deixou de ganhar manchetes de jornais e destaque dos veículos de comunicação após o fim do inverno, como era esperado. Aliada a esta situação, a temperatura subiu levando a população a acreditar que o risco de contaminação acabou. A conseqüência imediata foi sentida nas farmácias de deixaram de vender álcool gel como vinha ocorrendo nos últimos meses. Em uma das maiores redes de farmácias de Bauru de cada 10 clientes que entravam até 15 dias atrás, nove compravam álcool gel 70%. Atualmente de cada 10, um compra o mesmo produto.
Em outra rede de farmácias, a venda de até 10 frascos de álcool gel/dia caiu para um a cada dois dias. A farmacêutica Meire Yamamoto explica que as vendas de máscaras e antigripais despencou junto com a venda de álcool gel 70%.
“De uma semana para cá, a queda na venda desses produtos se acentuou. Só estamos vendendo máscaras, gel e antigripais para pessoas que saíram de algum atendimento médico. São aquelas que chegam com receita médica. Antes, a maioria dos clientes compravam, mesmo sem a visita ao médico.”
Na opinião dela, além da mudança nos termômetros que passaram a marcar mais de 25º , a população se acomodou. “As pessoas acreditam que com o calor o vírus não se transmite e como a mídia parou de falar, eles se acomodaram.”
O farmacêutico Gilberto Hiratsuka é da mesma opinião de sua companheira de profissão. Para ele, a procura diminuiu porque o assunto saiu dos principais veículos de comunicação. “A população tem a impressão que tudo se resolveu, que acabaram todas as doenças e não é isso não é verdade.”
Para Hiratsuka, quando não há prevenção aumenta o risco. “O brasileiro para de se prevenir e vai contribuir para aumentar o surto. Eu acho que o uso de álcool gel 70% é válido não só para gripe A, como para todos os tipos de transmissão de vírus e bactérias. O álcool gel 70% faz uma assepsia melhor do que não usar.”
O balconista de outra rede de farmácias, Antônio César Ferreira da Silva concorda que as vendas de álcool gel e antigripais caíram nos últimos 15 dias em função da elevação da temperatura e da falta do assunto na mídia impressa e eletrônica. Ele acha que o uso do álcool não resolve muito quando o assunto é o vírus Influenza A (H1N1), causador da gripe suína. Em todas as redes consultadas o preço dos produtos se mantém, variando em função do tamanho e marca.