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Bauru ficará sem radares por tempo indeterminado

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Desde a semana passada os radares que fiscalizam o limite de velocidade nas vias de Bauru estão sem operar. Os contratos da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural Bauru (Emdurb) com as empresas de locação de equipamentos medidores de velocidade venceram e a definição da licitação para o próximo período sai depois de amanhã. Até que o resultado final seja oficializado e os novos equipamentos sejam instalados, não há previsão de quando a fiscalização será retomada.

Em agosto, o Jornal da Cidade informou que os contratos estavam por vencer e que a Emdurb tentava agilizar o processo de contratação. Ainda assim, a licitação não foi realizada a tempo de impedir que a cidade ficasse sem a fiscalização. Dessa forma, os contratos em vigência venceram e, desde o dia 15, as lombadas eletrônicas pararam de registrar os motoristas que excediam a velocidade máxima permitida em Bauru. Já no dia 19, os radares foram desligados.

Para os próximos dois anos, foi aberto processo licitatório para quatro pontos de lombada eletrônica - sendo um novo em dois sentidos na avenida Nações Unidas - e 24 de radares fixos. Assim, a nova licitação apresenta total de 28 pontos nas ruas (veja quadro ao lado). O radar estático (móvel) continuará sendo utilizado onde os outros equipamentos não estiverem operando.

Apesar do número de pontos de fiscalização ter aumentado bastante, os que funcionarão em sistema de rodízio passarão de cinco para seis. Ou seja, dos 28 equipamentos, apenas seis estarão operando e flagrando motoristas apressados. Mas até o processo terminar e os prazos legais do processo se encerrarem, Bauru ficará sem a fiscalização.

De acordo com o tenente Silmar Luiz Escareli, comandante interino do Pelotão de Trânsito de Bauru, a ausência dos equipamentos pode inibir os motoristas mais apressados. “A pessoa costuma ter um cuidado naquele ponto da via, pois sabe que há fiscalização. Quando ela sabe que não há o radar, tende a aumentar a velocidade”, avalia.

Mas ele ressalta que, mesmo não existindo a fiscalização eletrônica, os motoristas devem obedecer o limite máximo de velocidade. “Deve-se manter os olhos nas sinalizações verticais, como as placas”, destaca Escareli. Ele ressalta que os radares são instalados em locais onde os motoristas costumam exceder a velocidade, por isso, devem ficar atentos.

Apressados

“Principalmente em avenidas como a Nações Unidas, onde costuma ocorrer muitos acidentes devido ao desrespeito à distância mínima entre os veículos. O que está na frente pára bruscamente, e o que vem na seqüência não consegue evitar a colisão se estiver muito próximo”, diz o comandante.

Mesmo sem fiscalização eletrônica há mais de uma semana, Escareli avalia que não houve aumento de ocorrências relacionadas ao trânsito. “A demanda pode aumentar, mas ainda não sentimos esse reflexo”, pondera.

A vendedora Maria Imaculada Pereira acredita que, sem a fiscalização eletrônica de velocidade, o trânsito de Bauru mudará. “Mesmo com radar, muita gente já não respeita. Já vi motociclista descendo a Nações Unidas, deitar na moto e cobrir a placa com o pé para não ser pego pelo radar”, diz. Ela acredita que somente o equipamento inibe os motoristas de exceder a velocidade. “Só com placa é difícil respeitarem”, avalia.

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