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Erro de projeto inicial impede igreja de usar recursos para reforma

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 4 min

Um erro no projeto de restauração da Igreja de Santa Teresinha, enviado ao Ministério da Cultura em 2003, está dificultando o acesso do Bispado de Bauru aos recursos disponíveis para realização das obras na paróquia. De acordo com Aparecida Jannone da Silva, membro da equipe que coordena o projeto de restauração da igreja, a obra na fundação teria sido orçada inicialmente em R$ 7 mil, no entanto, uma nova avaliação em 2007 calculou custos na ordem de R$ 300 mil.

Silva explica que, ao contrário do que foi informado ao JC e publicado na edição de ontem, o Bispado de Bauru conseguiu arrecadar, em dezembro de 2006, os R$ 348 mil correspondentes a 20% do valor total das obras de restauração, orçadas em R$ 1.732.916,83. Em seguida, solicitou ao Ministério da Cultura a liberação da conta onde estavam depositados os recursos para movimentação. A autorização foi concedida em 31 de janeiro de 2007.

A partir desta data, segundo Silva, a comissão utilizou cerca de R$ 80 mil para o pagamento proporcional de laudos, projetos e profissionais envolvidos na restauração. No entanto, quando a primeira etapa, que compreendia trabalhos de fundação e descupinização, foi iniciada, percebeu-se a necessidade de um novo laudo para analisar a estrutura da paróquia na época.

Para realizar a análise foi contratada a empresa M.S. Tecnologia e Consultoria. O novo laudo, entregue em outubro de 2007, apontou a necessidade de intervenções de grande monta na igreja devido às infiltrações que causavam danos na fundação gerando a inclinação das paredes, rachaduras e a necessidade de avaliar a estrutura do telhado. Os custos das obras de fundação foram estimados em cerca de R$ 298 mil.

Com a nova avaliação em mãos, começaram os problemas na realização da obra. O projeto de restauração da igreja é realizado pela Lei Rouanet e todos os recursos arrecadados devem ser gastos como especifica o projeto original.

“Os projetos pela Lei Rouanet têm as verbas alocadas por item, então não podemos, mesmo tendo o dinheiro na conta, aplicar de forma diferente daquilo que foi orçado inicialmente. Por isso, desde outubro de 2007 nós estamos solicitando a autorização do Ministério da Cultura para gastar o dinheiro que a gente tem captado nas obras de fundação”, explica Silva.

Segundo a membro da comissão, diversos laudos e planilhas foram enviados ao Ministério da Cultura desde 2008 solicitando a alteração do projeto inicial e a liberação do uso da verba para as obras na fundação na paróquia, mas até hoje, o Bispado não obteve nenhuma resposta.

“Já foi feito tudo o que é possível em termos de relatórios, planilhas, ofícios. Já mandamos para Brasília todos os laudos sobre o projeto, então o Ministério da Cultura tem noção de tudo o que está acontecendo no projeto. Não existe mais o que a gente possa fazer, não está faltando documentação nossa. Falta a resposta deles”, ressalta Silva.

Como o dinheiro arrecadado fica aplicado em uma conta investimento, ela afirma que há ainda cerca de R$ 350 mil liberados para uso do Bispado em obras relativas ao projeto inicial.

Para o bispo dom Caetano Ferrari, não há lógica em empregar os recursos da conta na realização do primeiro projeto. “O projeto de 2003 caducou, não corresponde às necessidades atuais da igreja. Não podemos pintar a parede se o problema mais grave está nos fundamentos”, comenta.

Enquanto a situação não se resolve, a igreja de Santa Teresinha permanece interditada por decisão do Conselho de Presbíteros da Diocese de Bauru, respaldado pela empresa de engenharia M.S. Tecnologia e Consultoria que apontou falhas graves na estrutura do imóvel.

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Atividades da paróquia

O padre Romildo Alceu da Silva, responsável pela Igreja de Santa Teresinha, afirmou que as atividades litúrgicas continuarão ocorrendo normalmente no salão paroquial, localizado atrás da paróquia, na Praça Rodrigues de Abreu, 2-55.

De terça a sexta-feira, as missas serão realizadas na Capela do Santíssimo, improvisada em uma antiga sala de reuniões, nos fundos da igreja. Nos finais de semana, as celebrações serão no salão paroquial, que também recebeu um estrutura especial com bancos e com as imagens da igreja.

“O salão paroquial tem capacidade para 300 pessoas, mas nem todo mundo conseguirá ficar sentado. A antiga sala de reunião, onde agora está a Capela do Santíssimo, cabem 50 pessoas, mas é suficiente para as missas durante a semana porque vem menos fiéis”, explica o padre.

Romildo diz ainda que os 25 casamentos agendados na igreja até o final do ano poderão ser realizados no salão paroquial ou na Catedral do Divino Espírito Santo. “Temos um horário reservado na Catedral todos os sábados, às 20h30, para a realização de casamentos”, diz.

Os horários das cerimônias litúrgicas na igreja Santa Teresinha são: 19h30 (terça-feira - missa), 16h (quarta-feira - Novena de Santa Teresinha), 17h (quinta e sexta-feira - missa), 16h30 (sábado - missa), 9h e 19h30 (domingo - missa).

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