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Entidade promove conscientização sobre psoríase

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 3 min

A psoríase, doença crônica caracterizada por lesões rosáceas recobertas por escamas esbranquiçadas na pele, acomete duas em cada 100 pessoas no mundo. Apesar de não ser uma enfermidade grave nem contagiosa, sua aparência nada agradável, em estágios mais avançados, torna a vida de seus portadores uma luta contra o preconceito. Para minimizar a discriminação, hoje, no Dia Mundial da Conscientização sobre a doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove uma série de palestras e distribuição de folhetos sobre o tema em 45 postos de informação espalhados em 19 Estados.

“O importante neste dia é divulgar que esta doença é freqüente, comum e que, apesar de não ter cura, tem tratamento. É possível fazer um controle. As pessoas podem viver e viver bem tendo psoríase”, explica a dermatologista Deise Aparecida Santos Godoy.

Há diversos tipos da doença. Em alguns casos, as lesões podem estar apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, as lesões se espalham por toda a pele, atingem as unhas e até as articulações. A psoríase acomete igualmente ambos os sexos e o mais comum é que ela tenha picos de incidência na segunda e quinta décadas de vida. Qualquer pessoa pode desenvolver a enfermidade, uma vez que é genética.

Como a psoríase é uma doença crônica, os pacientes passam por fases com maior ou menor quantidade de lesões espalhadas pelo corpo. Vários fatores podem causar o aparecimento das feridas, dentre eles infecções, estresse e crises emocionais. “É uma doença genética, mas os transtornos emocionais podem desencadear ou piorar um quadro que já está controlado”, comenta Godoy.

O grande problema dos pacientes ocorre quando há uma grande quantidade de lesões inflamadas em locais visíveis. É nesse momento que a interação social fica comprometida. “As placas podem aumentar em número e tamanho e pegar um região maior. Com isso, a pessoa pode até ter depressão, porque o contato com os outros fica difícil. As pessoas não sabem se é contagioso e se afastam”, relata a dermatologista.

Muitas vezes, o próprio paciente se exclui de algumas atividades sociais. “A própria pessoa em si já fica triste e preocupada de ter esse problema porque, às vezes, a resposta do tratamento não é tão rápida. As pessoas ficam ressentidas de ir a um clube, ir a um local onde vão se expor”, acrescenta.

O ideal é que as pessoas procurem tratamento médico para controle da doença. Nos casos mais leves, é recomendado o uso de pomadas e loções. Quando as lesões estão mais desenvolvidas são feitas sessões de fototerapia, exposição a raios UVA ou UVB que ajudam a desinflamar a pele, e prescrição de medicamentos de uso interno. Quando nenhum dos procedimentos anteriores surte efeito, os médicos recomendam terapias biológicas, outro tipo de processo antiflamátorio.

Campanha

Hoje, em Bauru, os pacientes, seus acompanhantes e os funcionários do Instituto Lauro de Souza Lima poderão conhecer mais sobre a psoríase na instituição. Cartazes informativos estarão espalhados pelas parede e, durante todo o dia, serão distribuídos panfletos sobre o assunto. O instituto é um dos postos de informação da campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Antes do início dos atendimentos nos períodos da manhã e da tarde haverá palestras sobre a doença. Às 7h30, uma psicóloga do instituto falará sobre os transtornos emocionais causados pela psoríase. Às 13h30, a dermatologista Deise Aparecida Santos Godoy apresentará os principais aspectos da enfermidade.

“No ano que vem pretendemos combinar com a SBD de fazer um evento maior, em um local de maior circulação de pessoas para poder passar as informações para toda a população”, diz Godoy, que coordena o evento em Bauru.

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